terça-feira, 17 de março de 2009

Dureza

Dureza é não ter para onde ir quando se acorda; ficar-se sentado, esperando o inimaginável, construindo castelos, contando e lendo histórias; é abraçar o sofá frio e branco pôr os olhos na pedra que já parece distante e fria, sentindo nada e quase tudo o que parece estar a mais.
O tempo não passa, os ponteiros não se movem, as memórias carregam-se e são intensas! É o tempo que não passa, as memórias que teimam em ficar, o vento que lá fora continua furioso, o sofá que teima em abraçar-me. É duro, mas há pior!