sexta-feira, 24 de julho de 2009

Descida...

Desci à Terra do Fogo, onde respirar é um exercício árduo e os olhos ardem constantemente! Desci porque quis, porque foi a minha decisão, pura e imaculada; uma tão-simples decisão! Admirei-me com uma incursão ao submundo fechado e negro, desatinado e quente! Flores caídas e calcadas, mexidas, arremessadas sem jeito, para um qualquer lugar indefinido! Sentei-me à espera, calcando terra quente e sentindo um vento desconfortável e pouco ameno. Tudo na mesma, tudo o mesmo, tudo sem sentido nem história! Momentos de um sonho perdido, sem sentido e devastado pela necessidade de escuridão, de desencostar de uma parede suja. Ajoelhado, mãos na terra, punhos fechados, olhar cabisbaixo, sensação de nostalgia, mente e corpo irrequietos! Subir a ladeira, já! Regresso ao passado, às noites mal dormidas, à adrenalina desconfortável! Acordar... transpiro!

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