sexta-feira, 24 de julho de 2009

Eu senti que seria assim...

Eu senti que seria assim: a brisa do mar, que soprava gelada não deixava de fustigar o meu corpo, já gelado e comprimido, abraçado aos casacos polares que teimavam em não me proteger; o barco continuava, com o ronco do motor forte, quase vencido à fúria do alto-mar! Gaivota aos círculos no ar, gritando e voando rasante, procurando o peixe que nós não tínhamos!
Concentrei-me no horizonte, infinito e indefinido, onde o azul se esbatia com algo que eu não percebia; talvez uma nuvem ou um barco, até uma rocha! Sentia o meu corpo relaxar à medida que o movimento oscilante do barco me reconfortava; os olhos semi-cerravam-se!
O barco voava no mar, tal era a velocidade! Deslizávamos sobre a água de uma forma artística, tal bailarinas no gelo! Não havia nada à nossa volta; apenas o ruído do motor, o som do mar e os gritos das gaivotas lá em cima!
O motor calou-se e o barco deslizou sem nunca se ter imobilizado! De repente tudo calmo; apenas o mar faz o nosso barco oscilar. Os meus pensamentos detém-se naquele momento, naquele quadro único de acalmia, de eternidade e de espaço infinito. A minha mão entra na água gelada... e o meu coração encontrou a Paz naqueles segundos!
Eu sabia que ia ser assim!

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