segunda-feira, 24 de agosto de 2009

Dias que já lá vão...

Faz quase um ano... que a vida deu a volta do princípio ao fim! Hoje, parece que pouco mudou! A água que hoje passa debaixo da ponte, é uma água nova, nascida ontem, sem pecado nem sentimento. O meu cabelo está mais branco! Eu estou mais velho, e talvez um pouco mais triste e ausente de quase tudo. Estou aqui na mesma! Continuo a olhar para o meu mar, contemplando os meus pontos fixos já definidos e desgastados pelo olhar fixo e aberto. Sou eu, na mesma! Porque não haveria de ser? Aquele ponto vermelho já não passa por mim como antigamente! Sinto a falta desses momentos, de me maravilhar com tudo o que é simples e me faz sentir orgulhoso. Acho que preciso de emigrar! Vou vender os meus pastéis de nata algures para New York, deixando-me envelhecer em Central Park, caminhando de olhos fechados pela 5ª Avenida, admirando sentado - à noitinha - as luzes da Broadway! Vou trocar a minha praia por uma outra que lá haja, bem perto do meu farol favorito... Irei, mas jamais completo!

Foi no dia 21...

Acabou por ser um dia como outro qualquer... apenas e tão somente! Sem nada de mais para contar... um dia em que recebi alguns sms, algumas chamadas, e um ou outro sorriso por aqui e ali... mas sim, um dia normal, tão simples como uma bela sexta-feira de Agosto, com o sol a brilhar.
Não foi um aniversário normal: foi o 33º!
Afinal, ando aqui há 33 anos e mais uns trocos... o tempo passa, a paciência esmorece e a Lua levanta-se religiosamente quase todas as noites ou seja, sempre que as nuvens a deixam. Creio que tenho feito mais ou menos isso!
Resta o humor... o humor de um amigo que me disse: "33 anos! Tens hoje a idade de Cristo! Vê se te comportas como tal!" - não pude deixar de rir... o que quereria ele dizer?

segunda-feira, 17 de agosto de 2009

Prisioneiro...

Não tenho escrito. Tenho pensado! A dor do que penso é insuportável, pelo que não tenho escrito. Enquanto não encontrar a porta da saída deste quarto escuro que me impede de viver, não poderei escrever grande coisa. Mergulho diariamente nos meus piores pensamentos, onde a tristeza e a nostalgia me algemam! Não sou um prisioneiro, nunca fui! Hoje é assim que me sinto! Sou um prisioneiro! Algemado, de joelhos, vendado! Vivi para ser livre, para poder voar para lá do Farol e regressar, sentindo a crispa das ondas na minha face, e enrolar-me no ar ao sabor dos ventos... Sinto a falta da minha noite........