quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

Cartas Perdidas - 1.ª

Carta Perdida 1:
"Quando comecei a escrever esta carta, achei que já não te ia encontrar, que o tempo a ia levar para um amontoado de sentimentos longínquos, duros e cristalizados pelo passar dos anos! Não te quis dizer nada porque achei que não me saberias escutar! A minha alma pasma a surpresa do teu sorriso, delicia-se no som da tua gargalhada! Sempre foi assim, desde pequenino. O tempo passa e a vida também! Quando regressei achei que já não existiria o mel dos olhos que me admiram. Eu não sou o mesmo; sou diferente: mais velho, mais distante, mais frio, mais parvo! A guerra deu conta de mim, enrugou-me o sorriso, as mãos e o coração! Mas tu não: continuas o mesmo raio de sol, o mesmo delicioso luar; a idade fugiu de ti! Acho que me perdi pelo mato, pela vida; deixei de saber viver: misturei tantos sentimentos, tantos ódios, que me esqueci de mim próprio, do meu sorriso, da minha gargalhada! Perdi-me! Saudades tuas! E não digo coisa com coisa! Pensar em ti tolda-me os sentidos, desliga-me, faz-me fechar os olhos à força, com força e doçura; sinto-me criança e a minha pele enrugada ruboriza-se e cá dentro sei que coro! Quem me dera ouvir a tua voz mais vezes! Mas agarro-me às recordações que guardo junto ao coração, e vejo as fotos que tenho tuas sempre que fecho os olhos! Já não sei quando fazes anos; em verdade, já nem sei quantos fazes, ou fizeste! Sei apenas quando é o Natal porque não mo deixam esquecer! Deixei de rezar, de implorar; redimi-me e agora apenas me recolho em agradecimento àquilo que nem sei se tenho: vida! Não sei viver! Sei apenas que estou vivo porque ainda reconheço o som do respirar! Aprendi-o nas horas de solidão da minha guerra: distingo-o do bater acelerado do coração quando a adrenalina o alimenta! Descobri tanta coisa! Mas perdi-me! Nem tu foste capaz de ser a minha "rosa dos ventos"! Sinto-me senil e longínquo, com meros fios de vida! Por vezes questionei-me se efectivamente existes ou és apenas a minha "amarra", no meio do sofrimento, que criei para me proteger, qual "anjo da guarda"! Recordações da infância, dos dias à beira rio, dos passeios de bicicleta! Ah, e aquele beijo, lembras-te? O único e inesquecível beijo! Aquele que eu tanto sonhei, desejei e nunca chegou! Estou velho, já to disse? Perco a noção do tempo e do espaço! Não sei se algum dia terás sido capaz de ler as entrelinhas da minha vida e perceber que teve que ser assim! Sei que a tua resposta não chegará. Mas eu tento! Quero acreditar que do outro lado desse oceano há alguém que me entenda. Quero muito acreditar! Entende o sonho no meio das linhas de cozer com que brincávamos naqueles montes lá perto de casa! Ah, eu coro quando olhas para mim! E fazes-me balbuciar! Ainda hoje, desde "menino e moço" até a estes meus dias. Só quero acreditar que aquele teu sorriso divino é o mesmo, quero acreditar que estejas bem, quero acreditar que afinal, ainda existes!"
1950

segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

...constante solidão...

... longe do dia e do momento em que ousei passar a barricada, penso agora na vontade daquele salto, daquela mão estendida lá ao longe, com dedos finos e esguios, fria, que me tentava agarrar em segurança! Penso no dia, na noite, naquele frio que me saia da expiração e se transformava na nuvem do que não fumo, na sensação enregelada que congelava a barriga e impedia as formigas de saltar! De olhos fechados delicio-me com a sensação de estar ali perto, de poder observar para além do percebido, mas continuando à deriva com tudo o que não percebo, mas gostaria tanto! Sinto tanto a falta do meu conforto, sinto tantas saudades do meu porto, preciso tanto do silêncio do meu mar! Estático no meio da rua, de olhos fechados e braços abertos, respirando lentamente e com a sensação de frio nos pulmões, sentindo o toque suave do vento gelado na ponta dos meus dedos e nariz, absorvo tudo o que passa, sinto o movimento imortal de tudo aquilo que me rodeia. São sons, pedaços de frases, risos, insultos, latidos, sirenes, travagens, apitos! É tudo e ao mesmo tempo é nada, é a minha constante solidão que não me larga!

sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

Natal: o sonho!

Começou há umas semanas a corrida à sensação Natalícia: espíritos envoltos em sorrisos ternos e agradáveis, entre passos curtos e rápidos pelas ruas frias e iluminadas. É Natal! E eu com isso?! O Natal é o meu afastamento social por eleição! Gosto de estar um pouco à parte e observar: como sempre! Gosto de apreciar essas sensações lindíssimas, como se fossem uma Paz aparente, trazida por ventos frios lá da Lapónia. Na verdade não sou indiferente ao Natal, mas gosto de constatar a diferença; já penso em Janeiro, mês frio e duro, pós-Natalício, em que tudo voltará à sua rotina diária, e se esquecerá dos momentos doces de meras semanas ou dias atrás. O meu Natal é uma limpeza: expulso demónios e pecados, dou a mão e o meu abraço, apago, limpo, expurgo o mal do ano; analiso detalhadamente muitas das coisas que fiz e me fizeram; peso a alma e o coração; exorcizo fantasmas; vou ao meu baú procurar uma doce toalha com cheiro a nostalgia que me traga aqueles bons momentos eternizados por pedaços de vidas! Às vezes acho que o meu Natal é só mesmo meu! É um mero conjunto de dias, iluminados, que enchem a alma de alegria, mas só a suficiente para purgar os sonhos; até porque o amanhã chega rápido, as luzes apagam-se... e tudo volta ao que era! O frio fica, e com ele as almas enregeladas, apáticas, sem interesse nem viagem. O Natal é mesmo o único sonho que se confunde com a ilusão! ... e 2011 será aquilo que fizermos dele!

quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

Estado de Alma

"Estou aqui não porque deva estar, nem porque me sinta cativo nessa situação, mas porque prefiro estar contigo a estar em qualquer outro lugar do mundo inteiro." - Richard Bach
Depois do dia de hoje, são estas palavras que fazem sentido. São estas palavras que definem um pequeno estado de alma.

domingo, 28 de novembro de 2010

Passageiro Frequente...

Perguntam-me pelos momentos que não existem nem pertencem a ninguém! Perguntam-me pelos pedaços de sonhos que se encontram desfeitos pelas praias, misturados com lenços e lágrimas! Perguntam-me pela verdade, pela vontade de vencer! Fazem-me tantas perguntas e eu não sou nem quero ser o dono das respostas! Sou apenas "eu", da forma mais sensível e discreta que conseguir, enquanto quiser e puder, enquanto que a língua não me traia e eu não lhe morda! Tudo o que acontece fica gravado no mais pequeno dos sentimentos, no mais doce dos sentidos, na mais doce das verdades! Está ali; não tem que se ver, apenas manter aquela sensação deliciosa! Condenado a ficar sentado no banco de espera da clínica da vida, observando o entrar e sair de casos que de graves nada têm, para já nem falar do peregrino interesse médico. Há quem diga que me tornei um observador; eu diria mais: sou um passageiro frequente dos pensamentos avulso, cansado da espera; acima de tudo cansado de esperar pelo que nunca vem! Por enquanto aguenta-se, até porque o pior é ainda o ficar a falar sozinho; mas esse estado mental ainda não o perdi para o "complexo alemão"! Concordo porém, sou mesmo um "mero" observador! E creio que nesse tão especial estado de espírito reside a minha capacidade de "aqui" estar. Passageiro frequente, mero observador, pensamentos avulso, alérgico à vulgaridade, com saudades dos Amigos de sempre!

quarta-feira, 3 de novembro de 2010

... lugares assim...

São lugares assim onde conseguimos a nossa tranquilidade: no meio da tormenta, do som avassalador do mar, do vento misturado nos gritos das gaivotas que teimam em voar, do segundo ruidoso dum piscar de olhos, ao momento do doce sorriso matinal em que o Sol aquece a Alma e tudo acalma!

terça-feira, 12 de outubro de 2010

Condenado

É ali que devo ficar sentado, enquanto observo; observador compulsivo, sem casa, sem mar, sem sonho! Desenvolvi um gosto muito peculiar por estar ali sentado, quieto, a admirar aquilo que cruza o meu caminho, que segue os meus passos! Sinto-me criança no baloiço tentando tocar ao de leve nas bolas de sabão que voam livremente à minha volta! Não pelo sonho de lhes tocar sem rebentar, mas com essa ilusão, com essa vontade! Persegui-las no seu voo livre e errante, deixá-las aterrar na palma de minha mão, tocar ao de leve, e soprar para as afastar! Sentir que, invariavelmente, aquilo que gira à minha volta faz parte da minha imaginação e, num abrir de olhos, já não existe, evaporou, rebentou, nunca lá esteve! São estas sensações que me embalam, para a frente e para trás, e fazem-me sentir a tranquilidade destes raros momentos a sós! Afinal continuo no baloiço e sou livre de escolher o que quero admirar! Afinal, basta-me fechar os olhos e sonhar! Voar para bem longe de tudo! Condenado a deambular a eternidade!

domingo, 26 de setembro de 2010

Choveu e à chuva eu dancei!

No dia em que acordei sozinho percebi que nada havia à minha volta; encontrava-me sozinho, da forma que sempre me definiu, da forma que sempre me protegeu! Acordei sem saber para onde ir, sem saber quem ali esteve, sem perceber o sentido do acordar assim. Assim não vale a pena - pensava eu! Senti a fragilidade de todos os segundos que me abordavam com questões sem resposta! Senti a frieza da manhã, e nem o sol me aquecia a alma. Se houve um dia em que estive verdadeiramente sozinho foi aquele! Não me recordo de outro! E eu sei quantos dias passei sozinho, sem abrir sequer a boca, falando com os pensamentos, comigo mesmo, nos milhares de quilómetros que percorri já sozinho! Aquele dia em que acordei sozinho está presente em mim, em todos os meus espasmos de vida aparente, solitária e amarga! Choveu, e à chuva eu dancei, misturando os gritos da Alma com as lágrimas e as gotas da chuva que me abraçava! Se alguém me acusava de ser frio, hoje sou gelo; se alguém me acusava de não me importar, hoje eu não sei, nem quero; se alguém me acusava de ser solitário, hoje é assim que eu estou bem! Fechei-me e, tal como eu sabia que ia acontecer, deambulo... para lá dos sentidos das coisas, obviamente perdido, mas feliz à minha maneira, sorrindo e guardando para mim a lágrima daquele momento, que se cravou na minha face, como um rio imaginário, que não seca, nem gela, mas corre sempre em direcção ao infinito. Essa é a definição da minha tristeza, do momento escuro da minha alma; é a minha definição de saudade! É um pedacinho de mim perdido no meu espaço, no oceano que me afasta daquilo que eu tanto quis! E por segundos, estive lá! Mas porque será que isso não me conforta?! Eu sabia que não ia saber descer! Eu não sabia era distinguir o sonho da ilusão e perdi-me na minha própria ilusão, por estar viciado na minha adrenalina! Eu acordei sozinho, por não saber distinguir o sonho da ilusão, nem tão pouco descer da montanha de virtudes. Eu falhei, superei-me a mim próprio e, deambulando, já sei que algo hei-de fazer! Sei, no entanto, reconhecer quem está ali, bem perto, e perdoem-me esses os segundos em que não sorri ou não mostrei que ali estava porque ando distraído, mas registo!

"She is Gone"

quarta-feira, 15 de setembro de 2010

Eu estou longe!

Aquele bocadinho perdido em palavras ali à beira daquele mar que eu tanto quero ter perto de mim, foi tudo o que despertou a minha paixão para voar para lá das almas, e querer saber mais, preocupar-me, saber a diferença, entendendo-a e querendo-a desmistificada! Eu quero saber os pormenores! Não todos, mas apenas aqueles que moldarão as minhas atitudes, a minha necessidade de saber e ser atento, não perder pitada, segundo, movimento, gesto ou sorriso! Quero estar lá, mesmo não fazendo nada, ou até mesmo estando ausente! Mas lá, de coração, de pensamento, no minuto em que seja preciso. Estou longe, sou distante! Estou longe, sou frio! Estou longe, sou eu! Preciso de descolar em direcção às nuvens frias que lá em cima, ao longe, tanto me chamam! Preciso de ver outras perspectivas, analisar outros momentos, decidir que diferenças quero saber! Eu estou longe, mas não me vêm!

quinta-feira, 9 de setembro de 2010

Pedaços de medo...

São pedaços de medo que nos impedem de rir, de cantarolar e viajar pelos ímpetos de corações selvagens, aventureiros e, ao mesmo tempo, solitários! Pedaços de medo enrolados na areia, no perfume das ondas, nos raios da lua, no recanto secreto dos nossos corações; ali meio escondidos, mas sempre atentos, à espreita, ansiando o momento! São também estes pedaços de medo que me ensinam a estar escondido, cá bem no conforto da minha cápsula espacial imaginária, a mesma que me transporta até aos limites do céu com o espaço sideral e deste com o infinito! Nesta cápsula não sinto os pedacinhos de medo! Aqui não tenho medo de nada, nem nada anseio! Aqui viajo e voo loucamente por onde me apetece! É esta a única forma de ver por fora os tais pedacinhos de medo, e aprender a contornar a sua própria realidade, transformando-a na minha, à minha maneira, com o meu sorriso, mas sempre minha!

terça-feira, 7 de setembro de 2010

Aponto...

Aponto as datas e as horas, minutos e segundos... e fico aqui quieto, sentado, a contar o tempo que passa! Fixo os olhos no horizonte, inspiro profundamente, e encosto a cabeça aos meus sonhos, aos meus anseios e vontades! Vontades e desejos misturados num saco sem fundo, onde a minha mão entra e nada sai, porque não chega ao fundo! Conto os segundos que passam alto, para não me esquecer dos números, tal demora a chegar a resposta que nunca vem! Observo atentamente tudo o que se passa à minha volta; tenho que entreter a minha mente, para que o tempo não custe, seja célere, amigo e divertido; mas nunca nada é assim! É sempre o contrário! Nunca nada passa suficientemente rápido para que não se fique à espera! E canso-me de esperar pelo que não acontece, por quem não vem, por quem nunca cá esteve! E é óbvio que fui traído pela minha própria ingenuidade, e é ainda mais óbvio que aquilo que eu quero não existe, nem nunca existiu. Serei eventualmente um ser inconformado e sonhador, com os medos que todos têm, com as esperanças e sonhos que todos desejam! Mesmo nesta conclusão, continuo sentado e quieto, com frio e molhado, e aponto as datas e as horas, minutos e segundos, daquilo que não vem, que não existe, e deixou de ser um sonho para ser uma ilusão, rabiscada de pesadelos, daqueles que trovejam ao canto da Alma, e deixam rastos de solidão...

Angústias...

Estou e sinto-me angustiado! É um aperto cá dentro que me impede de pensar direito! Sinto a ansiedade de tudo aquilo que não sei se algum dia acontecerá, ou até aconteceu! Sinto-me cada vez mais distante de tudo, sem grande vontade de escrever, porque não quero recordar tudo aquilo que penso ou sinto! Apetece-me fugir, esconder, reviver a vida em segundos, escondido da luz do sol e da brisa do mar! Sinto uma intensa sensação de perda, quando nada perdi; nem tão-pouco ganhei! Sinto que o tempo não passa, e que ao mesmo tempo, voa: sem destino, sem vontade; voa parado ali mesmo ao virar da esquina da minha vida! A minha angústia não tem motivo nem faz sentido; é um acumular de saudades, revividas por momentos intensos doseados de adrenalina com fartura, misturados com sorrisos e abraços! Sinto a falta de tudo aquilo que me faz falta! É a "pica" da saudade, do momento, do passado e das alegrias e companheirismo que tanta falta me faz! É o sair "daqui" e não ter uma cara conhecida horas e horas a fio; uma pequena solidão aparentemente discreta e suave, mas que, de forma vil, não se inibe de deixar uma pequena mordida! E assim começa a chover na minha alma e as ruas de Lisboa inundam-se de pequenas gotas vindas lá de cima, para acalmar a minha angústia!

segunda-feira, 6 de setembro de 2010

Dias...

Quando as dores são apenas físicas, sentimos a força do sorriso que trazemos na cara, e que nada faz vergar: nem sequer a dor que é permanente! São assim alguns dos melhores dias pelos quais passamos! Dias não planeados, esforçados, com corrida, sem a obrigação diária do pensamento constante e absurdo do dia que vem a seguir! Sem horas nem limites, sem sono nem cansaço! Dias... momentos inesquecíveis guardados para sempre naquele cantinho da Alma que representa as coisas boas!

terça-feira, 31 de agosto de 2010

Mentirinhas....

Uma conversa começa com várias palavras, olhares, gargalhadas, sorridos e bocejos de simpatia! São os olhos que cativam, o timbre das vozes que se entrelaça e viaja por horas que passam em segundos, perdidas entre risos e gargalhadas e pequenos abraços! E é nestes pequenos momentos que a atenção nos prega as partidas que quem "lê palavras onde outros nem as linhas distinguem"... e de repente as coisas deixam de fazer sentido; as horas não batem certo; uma aventura contada momentos antes é agora recontada cheia de alterações e diferenças! Chega-se à conclusão que, nestes momentos, mais vale não estar atento, não querer saber, não querer ser diferente e perceber o que motiva estas atitudes! Pior é quando percebemos que foi sempre assim; momento após momento, atraso após atraso, mentira após mentira! Por isso te digo, Amigo: esquece as viagens ao mar alto quando não sabes velejar de volta! Eu prefiro afogar-me na espuma do mar que tanto amo, que nas ondas das mentiras que já me fizeram tropeçar! E olha que mesmo assim ainda há quem muito me surpreenda e decepcione! Mas é assim que se conhece quem nos enrola! Com atenção! Ouvir, escutar atentamente cada frase, cada exclamação; conjugá-las no tempo e no espaço... diverte-te com isso! Mas olha... não sejas parvo! ;-) - como eu fui! -

terça-feira, 24 de agosto de 2010

Descoberta... choro... saudade... ingenuidade!

Saudades de quem não volta, ou o tempo perdido a chorar por quem não existe? Esta é a história de um sonhador! ... ou um verdadeiro ingénuo! Tu, eu, nós, vós, eles... Um dia acordas para um simples sorriso, daqueles que não sabes que existem! Um sorriso que te inundou de sorrisos pequeninos, ansiosos por nascerem para um mundo escuro de felicidades e momentos aparentes! Um dia acordas para uma realidade desconhecida: querer tirar o coração e oferecê-lo a alguém; oferecer as tuas largas costas para suportar o sofrimento de quem não queres ver sofrer! Um dia acordas para uma irrealidade de sensações misturadas com pedacinhos de amor, ilusões e promessas eternas escritas em água! Um dia acordas ao lado de quem nunca ali esteve, nem nunca ali se deitou; descobres o fantasma que há em ti, e descobres como se consegue deambular sem sentido por toda a eternidade! Descobres o que é não ter rumo e navegar à deriva! Descobres o que é ser ingénuo e pintar o céu nos nossos sonhos, sem saber ler nem escrever, nem contar que a tinta da vida é lavada pela água da chuva e das lágrimas! Aquilo que hoje é, amanhã faz parte dum emaranhado de sonhos e ilusões, e nada existe, nem nada fica! Existimos e fazemos parte dum momento calculista, perfeitamente controlado, perfeitamente doce, diria até mesmo, "perfeitamente perfeito"! Provavelmente o erro foi não perceber que tudo termina e fazer planos para uma eternidade relativa, nada absoluta e subjectivamente efémera! Talvez o mal seja confiar ou querer demais, oferecer demais! Fazer "render" o segundo, torná-lo inesquecível deveria ser mais comum, mais óbvio! Pensar à distância é um grande passo para o abismo daquilo que jamais controlaremos! Porque há sempre alguém que parte, alguém que fica e creio que nenhum dos dois estará pronto para a viagem seguinte; e vamos ter saudades... de quem nunca voltará, porque em boa verdade nunca ali esteve! E vamos chorar por quem não existe, porque em boa verdade, as ilusões são isso mesmo! Será que em algum momento foi um erro? Prefiro a minha ingenuidade! Prefiro acreditar que um dia vou sonhar pedaços perfeitos de vidas distantes e marcantes! Prefiro sonhar que as desilusões se esquecem e a elas se sobrevive inspirando fundo e continuando em frente! E quero também acreditar, ingenuamente, que ainda há sonhos para realizar e haverá maturidade suficiente para os distinguir das ilusões que atormentam o percurso! Quero acreditar que a mais bela das surpresas do mundo, é um pedaço daquele sorriso que eu bebi, e daquele abraço que eu senti! Se é que eu estava acordado!

... não esquecer!

Há uma bela forma de não esquecer aquilo que não queremos esquecer, venha lá o que vier, ou aconteça o que acontecer! E essa forma de não esquecer é fazer os possíveis por não querer recordar nenhum dos momentos passados, nada daquilo que foi dito ou escrito! A minha forma de não esquecer é pensar naquilo que se poderia ter vivido mas não se viveu! Pensar nos segundos que se podia ter "estado", mas não se esteve! Pensar nos sorrisos que deveria ter dado e não dei! Não por estar longe, ou não poder ou querer, mas porque não me deram a oportunidade! Não quero esquecer os cheiros, os sorrisos, os risos e as gargalhadas! Não quero esquecer aquele abraço, aquele aroma, aquele chá de Lúcia-lima, aquele olhar enfeitiçante, puro, doce, delicioso, único e divino! Quando chegamos aqui, e nada disto queremos esquecer, temos apenas uma grande opção; ainda por cima aquela que não dominamos nem controlamos: não acordar, não deixando consequentemente de sonhar!

sexta-feira, 20 de agosto de 2010

Teimar...

Hoje apetece-me escrever.... as coisas teimam em não sair... estou triste! As ideias estão aqui, mas não passam para fora! O bloqueio já dura há dias e, de forma teimosa, vou apagando as linhas que escrevo! Teimo...

sexta-feira, 6 de agosto de 2010

Refúgios...

Procuro sempre espaços onde me sinto bem, onde sei que posso estar tranquilo, observando a entrada, e sonhando aos bocadinhos com aquilo que quiser. É aquilo que eu considero os meus pequenos refúgios, os meus locais de culto, a minha paz um pouco efémera mas doce e confortável. São estes os sítios que eu preciso para ser feliz! Começo a fugir cada vez mais das multidões enfurecidas de copo e garrafa na mão, cambaleando sem sentido por vidas irreais! Prefiro a discrição do meu momento, o bocadinho de Paz da minha Alma, a sensação reconfortante da frescura do espaço e do momento, daquilo que bebo ou que me delicia! Aqui (/ali/acolá) sinto-me bem, confortável e procuro alguma tranquilidade na sequência imediata dos segundos, no intervalo dos sorrisos! Por vezes compenso as saudades que tenho em passear nos bosques da minha Alma e nas praias dos meus pensamentos, pelas paredes brancas e frescas dos meus sonhos! Continuo a ser um pedaço de Alma errante, sem casa nem destino, vivendo entre pequenos refúgios que me protegem!

terça-feira, 13 de julho de 2010

Sou indiferente...

Sou indiferente a todos os ventos que sopram e me arrefecem a Alma; sou indiferente a tudo aquilo que me seca as lágrimas; sou indiferente a todos os actos em que não há um abraço de felicitação, mas sim um olhar cabisbaixo, uma palavra vazia, oca, sem sentido ou profundidade; sou indiferente à circunstância, aos motivos falseados ou floreados! Sou indiferente aos olhares de culpa, de escárnio, porque esses representam algo vil da cobiça, da inveja! Sou indiferente aos olhares distantes, porque nesses não me revejo! Sou indiferente aos olhares baços, sem luz, sem brilho, sem natureza! Sou indiferente à dor, a não ser por vezes a minha, ou a dor de quem eu quero bem; sou indiferente à vontade de desistir, mesmo quando isso parece, por vezes, o assertivo! Ensinou-me o tempo, o espaço, a vida, que devo valorizar os olhares sinceros e profundos, que devo cultivar o brilho desses mesmos olhares, desses mesmos seres que nos querem bem! Ensinou-me o tempo a ser "indiferente" a tudo aquilo e a todos aqueles que merecem essa indiferença! E assim durmo melhor!

segunda-feira, 12 de julho de 2010

... nada acontece!

O tempo passa... nada acontece! Nada nunca acontece! Ou pelo menos nada daquilo com que se sonha! É um sentar eterno frente ao sonho, à ilusão, e saber que nem o sol nasce, nem a lua adormece! É um balançar constante e sem destino das pernas ao vento, em cima de um baloiço, perdido no tempo! Tudo passa, desde os segundos às semanas, e as desculpas amontoam-se, tornam-se cada vez mais escassas e ridículas, sem respeito ou decência! Mas é tudo mesmo assim; aliás, sempre foi! E tudo o que resta é aquele sonho (ir)real de algo que não se percebe bem o que é/foi, mas que soube bem. Às vezes penso que, não sendo assim, deveria fazer o mesmo, deveria ser mesmo assim; mas este descuido não assenta na minha forma de ser! Não... de maneira alguma! E o tempo passa, como há pouco dizia, e eu continuo perdido nos meus pensamentos, na minha saudade, no canto do meu olho virado para o passado, pensado cada vez mais em desfrutar o presente e criar o futuro, sorrindo sempre! Já dizia alguém: "para quê esperar por quem nunca vem?" - e assim o futuro melhora!

sexta-feira, 2 de julho de 2010

A frieza

Continuo sem saber muita coisa... aprendo algo novo todos os dias! Em verdade, isso é das melhores coisas que podem acontecer ao Homem! Aprender sempre, sorrir sempre e olhar para trás apenas o tempo indispensável a não tropeçar! Quero pensar que num caminho inteiro, só fica para trás quem não quer acompanhar; há espaço que chegue para todos; a Alma é demasiadamente grandiosa para excluir quem quer que seja! Não faz parte de mim excluir, mas elimino sem apelo nem agravo quando tem que ser, nesse mesmo segundo, nessa porção de vida imediatamente apagada! A frieza faz parte da lucidez e sobrevivência do ser humano! A frieza poupa a lágrima! A frieza poupa o sono! A frieza poupa aqueles momentos mais cinzentos repletos de dúvidas e sensações se incertezas que jamais temos como certos ou, infelizmente, como terminados! Não defendo a frieza, mas defendo a "frieza" de considerar a "frieza" como algo hipoteticamente defensivo e, por si, útil! Gostava de poder ter considerado ter usado de frieza em várias situações; mas é como anteriormente escrevi: não devemos olhar para o passado a não ser o tempo suficiente e indispensável para não tropeçar!

quinta-feira, 10 de junho de 2010

... hoje é Dia de Portugal...

... hoje é Dia de Portugal... tenho pensado muito e nada de bom me ocorre escrever sobre isso... não me sai da cabeça que neste dia há muita gente a aplaudir uma selecção luso-brasileira... e o acordo ortográfico é brasileiro-luso... e o Sócrates é Primeiro-Ministro! Até sinto pena do Carlos Cruz! E penso na Galp que não baixa os preços, mas vende a merda da vuvuzela para estourar os tímpanos aos putos, pais e vizinhos! Ainda tenho em mente a saída triunfal do assassino confesso do tribunal de Gaia, inocentado porque os nossos legisladores estavam com uma grande dose de droga quando escreveram em tom de diarreia o Código de Processo Penal! Mas sim, hoje é o Dia de Portugal! Um país lindíssimo, cheio de mulheres bonitas, de paisagens maravilhosas e um Parque Nacional que deveria ser protegido pela UNESCO! Somos excelentes anfitriões, cozinhamos como ninguém (falo por mim), temos praias maravilhosas, temos tremoços e Super Bock! Somos o país do garrafão, do vinho verde e do maduro, da chouriça, da broa, da sardinha assada! Somos o país dos cientistas que emigram, e daqueles que cá ficam a ganhar menos que um beneficiário do Rendimento Social de Inserção! Ah, e somos o país desses também, dos que ganham mais por mês de RSI que muitos trabalhadores ganham na fábrica, no campo, ou até numa caixa de supermercado! Somos o país que não cobra impostos aos inúteis do RSI, mas desgasta o salário humilde de quem trabalha em contribuições e percentagens; isentamos uns de taxas hospitalares e aumentamos para os outros, na certeza de que quem recebe o RSI não pode ser prejudicado mensalmente na dose diária de branca ou cavalo ou até nas sandes e loiras nos cafés do cerco! Rimos ao ver um touro ser cruel e barbaramente mal-tratado em praça pública, e dizemos que isso é cultura, virando os olhos ao lado quando se fala em direitos dos animais! Somos todos protectores das polícias, mas cuidado, não façam mal ao criminoso, coitado! Na cadeia não há RSI! Admirem-se! Choramos a ouvir o Fado e rimos ao ver o Samba e nem sabemos bem quem é quem! Eu gosto de Fado, mas só o de Coimbra! E somos assim, Portugueses! Cultura ímpar, espalhada por todos os países do mundo, reconhecidos internacionalmente pelos futebolistas que sabem chutar umas bolas lá fora e fazer umas coisas bonitas! Não, não critico o Mourinho; esse tem mérito! Pena não ter feito um part-time na selecção luso-brasileira! Como é possível termos tanto de bom e não o sabermos aproveitar? Quantos Portugueses existem, anónimos por esse mundo fora, cidadãos de sucesso e futuro, a quem nós não podemos agradecer?! Quantos Portugueses serão, nos Estados Unidos, exemplos verdadeiros de cidadania, empreendedorismo e criação de emprego? E cá? Belmiro de Azevedo a pagar salários miseráveis no Continente? Darmos tempo de antena aos pedófilos, em vez de entrevistar quem quer falar de soluções, de criação de emprego justo, de ideias para o futuro? Engraçado que num país como o nosso se cultive tanto a personalidade do “merdas”, do corrupto, do político fachada, do pedófilo, do sucateiro! Um Ministro estúpido pode vir “mandar bocas” porque um Presidente da República apelou àquilo que é nosso e deve ser valorizado, aproveitado e vivido! E isto passa assim, impune, sem respeito, sem uma palavra; e eles governam(-se)! E nós ficamos pobres, perdemos qualidade de vida, mas não perdemos a boa maneira Portuguesa! Amanhã é outro dia, e os bancos vão baixar os spreads, e já podemos endividar outra vez! Fica mais barato! Justiça? Não faz mal, não há, vai-se tendo para os ricos e o pobres até precisam de locais alternativos para viver onde a comida seja razoável e grátis (não esquecer que temos a ASAE, que ao menos funciona muito bem!)! Sou Português? Com muito gosto!

terça-feira, 8 de junho de 2010

Afastado....

Quando o tempo escurece fico mais ausente daquele que é verdadeiramente o meu refúgio; quando perde o sentido, nem que seja por breves momentos, um fugaz piscar de olhos em que décadas passam à frente! E assim deixo de escrever! Não que não pense ou sinta, ou até que perca a vontade de me exprimir; são sensações que nada dizem ou, sendo até tão "secretas", não haja coragem para as partilhar! Dizia-me alguém há dias: "Tu tens coragem para escrever o que te vai na alma!" - e eu respondi: eu escrevo aquilo que me vai na Alma, quando acho que isso vai criar um sorriso, um momento agradável em quem lê; tento ser justo; mas ao mesmo tempo contrario-me, porque se escrevesse aquilo que muitas das vezes atravessa a minha alma, muita gente deixaria de me "ler"! Sinto falta daqueles dias... os dias em que a inspiração acompanhava a minha vida de forma mais permanente! Talvez nesses dias houvesse também mais motivos para sorrir! Hoje dou por mim a deambular pelos pensamentos, meio perdido, magoado, sem grande vontade de sorrir; deve ser da chuva que brindou todo o meu dia! Também eu estou "cinzento"! Sinto uma falta "desgraçada" de todos aqueles meus momentos matinais em que escrevia meia dúzia de palavras simples, articuladas em frases, pedaços de poesias soltas, que voavam para lá do horizonte tipo flechas... sinto mesmo a falta disso! É uma mágoa diária! É o começar a escrever e não passar das primeiras duas ou três palavras! Não há vida na qual a força da palavra e do carinho não deixe o seu eco! E como disse Derek Morgan: "Todos nós temos muitas pessoas nas nossas vidas! Umas são boas, outras más! Mas todas elas nos moldam!"

terça-feira, 4 de maio de 2010

Pedaços de papel = pedaços de memórias

Nem sempre tenho sensações daquilo que não se vive ou não se sente! Quantas vezes fui um observador atento daquilo que ao longe acontecia, lendo nos lábios dos outros aquilo que procurava saber? Um observador do outro lado da linha, pisando o risco direito, informando do comportamento desviante e sóbrio, em momentos tendencialmente loucos? Tudo isso passou! Acabou por ficar a louca e inapagável sensação "de saber ler aquilo que para muitos nem letras são", e viver com o fardo de andar sempre um passo à frente, não me sentindo seguro de dar dois atràs! A vida é mesmo assim, e o meu instinto de sobrevivência não me deixa; não que viva na selva, mas porque há quem faça de nós uma selva e pense que a vida é só abate! Em vários pedaços de papel, deixei espalhados pedaços de memórias minhas; daquelas que já não sobrevivem sequer ao sonho ilusório que foi acreditar que há quem seja diferente; porque efectivamente, e em boa verdade, quem parece ser diferente é ainda bem pior do que o pior que possámos conhecer! São pedaços fúteis de sonhos prostituídos em prol de algo que queríamos que fosse divino, ou pelo menos fizesse cada momento ser inesquecível. Assim, quer a força do instinto mais básico, o da sobrevivência, que tudo seja apagado em prol da sanidade de uma vida, da necessidade de viver essa vida, ou ainda do pouco que já dela resta. Não controlamos nada: nem as doenças, nem os momentos, nem a vida! Tudo nos escapa entre mãos, principalmente quando já adivinhamos um futuro curto, cortado a meio. De repente tudo parece definido: afinal sabemos quando parar, quando terminar, quando respirar fundo e relaxar porque o virar a esquina é já ali. E todos os grandes momentos da vida estão mesmo ali: os grandes Amigos, os sorrisos, os amores de verão enterrados na areia, a família, o divino som que diariamente nos aqueceu a alma, o som da adrenalina a bombar loucamente cá dentro, a visão que esmorece, o álcool que apaga sensações, a parede que sustenta o sexo! Pedaços de amor e ódio, sem entendimento possível, sem sensação de cura, sem nada, mesmo nada, nudez física e da alma! Apagar o que tem que ser apagado, ou quem se quer apagar e diluir nas memórias negras das vidas passadas; cultivar o presente, o dia único, sendo certo que momento seguro é agora mesmo, porque isso passa depressa e jamais sabemos se vamos viver o que vem a seguir! Afinal as vidas são feitas de pedaços, alguns deles lixo, outros sonhos incuráveis, deliciosos, eternos; assim nos dividimos: por momentos, por episódios, por sorrisos, por abraços ou beijos! Assim nos despedimos! Assim passamos um pano e içamos bandeira a quem nos acompanhou e fez por ser diferente, por estar sempre aqui, em todos os momentos! Assim vivemos os nossos momentos de felicidade, esperando que cada dia seja rico, único e que exista verdadeiramente! Quem nos quer mal, sabe bem como nos ignorar!

sábado, 3 de abril de 2010

... não é para mim!

Estranho sentir que a vida volta para trás; volta a um início, mas um início frio, distante, sem luz nem cor! É como se me afastasse da minha praia, das minhas músicas, do meu querido Farol. Vou rever a minha vida; vou sentar-me a friamente pensar em tudo o que se passou, em tudo aquilo que fiz de errado; e vou querer perceber se poderei remendar e continuar sem nada alterar em mim; será impossível. Realmente o meu casulo é à prova de tudo, e lá tenho tudo! Não vale a pena vir cá fora! Prefiro ficar lá em cima, ao lado da lanterna do meu farol, e observar tudo o que se move; observar do lado do meu monóculo, a uma distância suficiente para saber que jamais serei atingido, jamais me envolverei naquele momento que passa! Lá em cima há segurança, há sabor, há momentos deliciosos; também há solidão, mas há muita música! Cá em baixo não é para mim!

segunda-feira, 22 de março de 2010

Descer...

Já em tempos tinha dito que a minha escalada furiosa me tinha levado ao cimo de uma montanha; e eu também sabia que, uma vez lá em cima, não teria como descer! Ou lá ficava a contemplar a maravilha das estrelas, nas quais conseguia tocar, e sentir, mesmo ali, doces, iluminadas! Ao chegar ao cume encontrei a minha Paz, a minha paisagem ainda indescritível, para a qual não tenho palavras! Encontrei o meu descanso, o meu abrigo! Senti-me feliz em cada segundo que estive ali sentado a admirar e contemplar quem me protegia e abraçava! Deitei-me e adormeci, embalado pela satisfação do acordar com palavras mágicas, de adormecer com um carinho, de me sentir confortável ali mesmo, desprotegido, ao relento, coberto pelo manto de carinho que me ofereceram! Agora não sei descer! Não sei o que vou fazer! Só sei que quero ficar ali!

segunda-feira, 15 de março de 2010

Parar o tempo!

Os dias passam com a velocidade do famoso "abrir e fechar de olhos", sem tempo para apreciar segundos mágicos em que contemplámos um olhar, o delicioso tocar de uma mão na nossa, ou de uma carícia veloz, que afaga a nossa face, e nos faz fechar os olhos, em sinal de agrado, de submissão espiritual ao momento, já de si único! Passo horas admirando o infinito, como se esperasse uma resposta! Parece que estou fechado num quarto, sempre à espera daquele som da porta que se abre! Mas nem tudo é mau! Nem tudo me apoquenta! Talvez porque já me acostumei à demora, ao tempo que não passa! Hoje, e passados tantos anos, anos de espera que parecia eterna, sei que encontrei o que procurava. E essa sensação ninguém ma tira! É uma partilha muito pessoal, muito intensa, inesquecível! São estes verdadeiros momentos da minha vida que eu não consigo deixar de partilhar, de sorrir, de me sentir verdadeiramente feliz! Mas os dias continuam a passar, hora após hora, como segundos! E eu continuo aqui... com mais cabelos brancos, menos paciência, mais vontades... menos caprichos! Às vezes penso que deixei de contar os dias para não ter de contar as horas que anseio que algo aconteça! Longe vão os dias em que cada manhã era uma aventura, um momento único, partilhada por amigos genuínos, e hoje distantes, perdidos e nas suas vidas! Não deixo de suspirar por isso! Pelos mágicos cocktails azuis, pela velocidade, pelo gozo da sensação maior! Os meus passeios à beira-mar são mais tranquilos, lentos, doces! A última vez que lá fui, ao meu mar, à minha praia, levava comigo uma estrela; entrei no meu paraíso, acompanhado pelo meu futuro! E nem consigo descrever a sensação mágica que isso é! Não consigo transformar em palavras aquilo que se sente em tão especial momento! Tudo é mágico, tudo se transforma, tudo parece irreal! Mas eu sei, o meu coração sabe... que é verdade! Que estava lá! E só eu sei tudo aquilo que senti! E é nesses precisos momentos em que deveríamos parar o tempo!

sexta-feira, 5 de março de 2010

Insónias...

Há noites assim: em que os olhos não se fecham, e deixam o cansaço vencer; mas recusam-se a adormecer e permitir o descanso que tanto anseio. Hoje tenho medo de fechar os olhos! Tenho medo de acordar numa realidade que não é a minha, sem sentido, nem direcções. Parece que a manhã está mesmo aqui ao lado, mas não é inteiramente verdade! Procuro o meu conforto no aroma suave e delicioso que tenho na minha cama, mas que me faz sentir a tua falta! Quero ser anestesiado por esse aroma, por esse carinho que perdura e sobrevive ao tempo! Não fecho os olhos, tenho medo! Apetece-me dormir sem acordar; ou acordar descansado, sem nada que me prenda a esta sensação. Sinto falta do meu universo azul, dos momentos rápidos e intermináveis! Sinto falta daquele reflexo nas paredes, das velocidades intermináveis e do som hipnotizante! Sinto falta das noites em claro, a espreitar para vidas desfeitas, ouvindo as músicas que acalmam a minha alma. Já sei que hoje, por muito que queira, os meus olhos não se vão fechar. Vou ficar aqui sentado, à espera do amanhã.

terça-feira, 2 de março de 2010

Sinais de Fogo....

Sou um admirador pacífico de Gonçalo Amaral. Respeito o seu trabalho e sei reconhecer o importante contributo que ele deu à Polícia Judiciária em todos os anos que lá esteve. Mais ainda, sei avaliar a dificuldade da investigação que liderou; e sei fazê-lo porque reconheço que no trabalho de investigação criminal há por vezes uma larga diferença entre aquilo que se sabe e o que se pode provar! Acredito que Gonçalo Amaral esteja "enterrado" em certezas que não se conseguem traduzir em provas e tudo isso o leva a indignar-se contra este processo e tudo aquilo que ainda desconhecemos do mesmo. Ontem vi a entrevista conduzida por Miguel Sousa Tavares. Não só fiquei estarrecido pela arrogância do mesmo, que lhe é conhecida, mas também fiquei ainda mais surpreendido com a falta de conhecimentos que ele demonstrou sobre todo o processo e, acima de tudo, com o desconhecimento total sobre as regras processuais penais mais elementares! Miguel Sousa Tavares passou uma imagem sem qualquer tipo de isenção, ignorância ridícula e tentou sempre, em todas as oportunidades, denegrir e insultar Gonçalo Amaral. A tentativa de o colar às agressões contra a célebre mãe de Joana foi de um baixo nível tremendo. Não é possível que alguém aparentemente culto consiga acreditar que tão pesadas condenações num país como Portugal se tenham conseguido "à porrada", e nada tenham a ver com as provas forenses recolhidas e analisadas cientificamente. Miguel Sousa Tavares foi agressivo, irónico, manipulador, insultuoso e ignorante! Não deixou Gonçalo Amaral falar, nem sequer aceitou ou deixou que ele terminasse as suas meras tentativas de participar. Foi pena que Gonçalo não tivesse a coragem de se levantar e deixá-lo a falar sozinho. Aquilo não é jornalismo! Nem Miguel Sousa Tavares é jornalista! Assim não! Quem viu o primeiro programa com José Sócrates fica seguramente a pensar se são amigos ou se MST tem medo do Primeiro-Ministro. Agora o programa de ontem foi uma vergonha! Não torno a ver nada mais apresentado por esse senhor. Devemos ter o privilégio de escolher bons comunicadores. E Miguel Sousa Tavares deixou de o ser!

sábado, 27 de fevereiro de 2010

Sentir ao contrário...

Sentir ao contrário é fácil! São momentos, pequenas delícias e alguns suores frios, em que o tempo teima em voar, e nós ali, inertes ao frio e à chuva, sem prescindir do sorriso que preenche o rosto e acende a alma! Tudo passa! Mas esta não é a grande verdade! Essa é saber se quando tudo passa, o que deixa? O que leva? O que faz? O que muda? Para quê saber? Estar vivo é em si o mais importante! Não prescindir é dos nossos sorrisos, dos nossos momentos e sensações de carinho! Tornar segundos em momentos inesquecíveis, e conseguir que um minuto inteiro seja felicidade para uma vida! Cantava-se numa das minhas músicas favoritas que "Amanhã é sempre longe demais"... e é! Que nos reserva o amanhã? Quem nos garante que há amanhã? Apenas o podemos desejar e ansiar... adormecer com essa intenção... e acordar! Por isso quero e gosto de sentir ao contrário: pensar que o amanhã está longe demais... e depende de mim ter o melhor do momento, no presente... porque o passado já foi! Sentir ao contrário é fácil, sim! Porque é quase tudo o que temos!

domingo, 21 de fevereiro de 2010

Escalada...

Escalei até ao mais alto dos meus precipícios, e fi-lo sem medo, sem recear a altura ou a força dos ventos! Escalei tanto que as mãos ficaram em ferida e os lábios rasgados pelo frio da altitude! Escalei até onde não imaginava ser possível! A vista daqui é linda! Vejo e sinto coisas maravilhosas! Sinto a força das montanhas, o carinho da lua e a generosidade das estrelas! Cá em cima sinto-me só, mas também feliz, livre e com uma vontade brutal de me atirar no precipício e voar sem medo até ao fim do mundo! Tenho coragem para aproximar pé ante pé daquilo que é a mais profunda das viagens, ao extremos da vida! Fecho os olhos! Inspiro! Abro os braços e ali estou! No topo de tudo! Em cima da mais bela das sensações, do melhor dos momentos! Algures lá em baixo tenho as ondas do mar que tanto me confortou! Nem as gaivotas ousam voar tão alto! Sou a desilusão de Fernão! O meu corpo balança ao sabor do vento e, ainda de olhos fechados, escuto com atenção o som das brisas, dos gritos distantes! E berro! Berro com muita força! Expulso os meus medos, as minhas frustrações, as minhas raivas! Expulso a minha alegria, a minha vida! Expulso os meus fantasmas! Expulso as minhas guerras! E continuo ali a berrar, de olhos fechados! E os meus berros misturam-se com as lágrimas que me inundam a alma! E eu berro com todas as minhas forças! Lentamente perco as forças e sou obrigado a ajoelhar-me e a conter-me ali, banhado pelas mesmas lágrimas que me purificam a alma e inundam o coração! Perdi a voz, perdi centenas de pensamentos! Purifico as minhas sensações! Aprendo a encontrar-me, devagar! Junto as peças que fazem o meu manto de retalhos! Lentamente reconstruo-me e abro os olhos em direcção ao precipício que me chama, que me desafia! Porquê eu? Porque me aventuro na escalada quando não consigo descer? Porque tenho a minha alma tão presa? Porque me sinto tão distante? Porque não tenho, ali, as minhas respostas? A minha tranquilidade?! Eu só quero 5 minutos de Paz, de Tranquilidade! 5 minutos de vida! A vista daqui continua fabulosa, divina! Em pé, de mão esticada, sinto o abraço de uma nuvem que passa por mim; e a mão fica gelada! Quem me dera vencer o espaço, e saltar neste vazio, em direcção a um barco aportado ali no meu mar, de velas ao vento pronto a partir! Adorava conseguir viver! Tão simplesmente assim! E agora que aqui estou que vou fazer? Sento-me. Respiro fundo! Sinto o murmurar distante! Assim deixa de haver o amanhã! Não sei como fazer para viver cada dia em que tudo o que posso fazer é contemplar o meu paraíso! Já não sei estar sentado, muito menos vendado! Já não sei estar longe, nem conter as saudades! Escalei tanto que perdi o dom de voar! Libertei-me do passado, do presente, dos fantasmas e dos pensamentos negativos! Aprendi a amar o caminho que percorri, ter cada dia como único, saboreando as flores que teimam em abrir e alegrar a minha alma! Aprendi a amar o carinho que fui recebendo e a poupá-lo para os momentos mais longínquos, em que a solidão falasse mais alto! Aprendi a ser eu, a nada esperar, deliciando-me com a surpresa! Aprendi a sorrir e a estar ali, deliciado com a paisagem! Lutei pela minha tranquilidade, enterrei muito do que não gostava! Venci e fui derrotado! Levantei-me e aguentei as dores! Regenerei-me! Perdi-me muitas mais vezes do que aquelas em que fui capaz de me encontrar! Hoje aqui estou! No cimo do meu universo, admirando tudo aquilo que me rodeia e faz feliz! Sei que não estou sozinho; afinal aqui seria impossível! Os meus berros, as minhas lágrimas purgaram a minha alma, expulsaram os meus fantasmas, a minha dor! Resta-me ficar aqui e admirar o que tenho para admirar. Não consigo descer! Não quero cair! Quero apenas fechar os olhos e ser levado pelo vento e acordar já lá! Lá é onde tiver que ser, quando tiver que ser! Não quero mais sentir frio nem distância!

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

Magia de um beijo...

Num cruzar de olhares, um momento mágico, uma inspiração do momento, num daqueles actos criados pelo desejo, pela vontade, debruço-me sobre a vida, e estico-me até junto de ti... na viagem em que sou forçado a fechar os olhos, sou inundado pelo teu aroma e pela força da tua respiração ansiosa... e aproximando-me de ti, toco ao de leve com os meus lábios nas tuas faces... e lentamente saboreio-as, deslizando em direcção a lado nenhum... apenas sentindo todos os bocadinhos da tua face, todos os sabores, todos os aromas... e enquanto sinto as tuas mãos acariciarem a minha face, os nossos lábios tocam-se ao de leve... nesse preciso momento ouço o teu coração bater forte, tal como o meu bate, e sinto-te estremecer; a tua respiração faz-me sentir desmaiado e os olhos fecham obrigados e sinto a força do nosso beijo, do teu lábio que abre e se abraça no meu! Os olhos continuam fechados, os lábios continuam unidos, sem se separarem por momento algum! Assim provo o mel da tua alma e fico com o coração desvairado e apaixonado! Sinto o teu sabor em mim! Sinto o teu cheiro a toda a minha volta! Sinto-me feliz, criança! Quero mais, outra vez!

domingo, 14 de fevereiro de 2010

Realidade...

Uma manhã tornada realidade; momentos inesquecíveis, sentidos, vivos e verdadeiros, ali mesmo ao lado do mar que tanto gosto, junto de ti e do teu carinho, do teu esboço! Fotografias da alma, tu coras e sorris e eu baixo os olhos, fujo, escondendo-me! Mas não consigo, os meus olhos procuram os teus, abraçam-te, vivem o seu próprio brilho, ofuscam-se no teu! Delícia! Momento ímpar de sedução, de vontade de estar mais perto, roçar os meus lábios ao de leve nos teus, sentindo a superfície, o deslizar das sensações e dos sentimentos! Sentir a sensação de estar preso, ali mesmo, e os lábios devagar se descolam, com o cheiro a deliciar o meu coração, a minha mente, a minha vontade louca de ficar ali eternamente, sem tempo nem dever! Apenas estar, como já estou! À espera do verdadeiro momento, do dia sem horas, do resto da vida, da bengala, da felicidade, em si pura, única e deliciosa! Ter os teus olhos a iluminar a minha alma, purificando o meu espírito, e colocando todo o meu empenho e dedicar-me a olhar por ti, a estar simplesmente ali, onde quer que isso seja, aqui ou no fim do mundo! Mas a vida faz-se mesmo deste pequenos bocadinhos retalhados, de sensações, desejos, vontades... e por isso mesmo há que saber deliciar os momentos, interpretando-os como o passaporte para a eterna felicidade, para a eterna vontade de estar sempre ali, contigo, seja lá isso onde for! Porque não interessa... interessa o momento, a sensação, a nostalgia, a saudade, o quanto e o que eu sinto por tudo, por nós, por ti... essa é a minha realidade! Saber o que sinto e oferecer-to de mãos, alma e coração abertos! Sei o que sinto! Não o nego! Não o escondo! De forma infantil o digo... e o continuo a sentir.... cada vez mais! Cada segundo, cada dia que passa!

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

Estou surpreendido...

Porque há músicas com letras assim... e enquanto as houver eu jamais conseguirei deixar de pensar um mero segundo que seja! É impossível! E sinceramente não conhecia esta música do Pedro Abrunhosa!

Ser atento!

A grande vantagem de quem é atento é saber distinguir os momentos em que um simples gesto leva a um sorriso, um simples momento de felicidade! Saber diferenciar os momentos, escolher as sensações, fazendo no fundo que cada momento seja único, inesquecível, quase em si, lendário! Por isso sou atento, por isso quero observar o que se passa à minha volta! Por isso sou assim, sem querer mudar!

domingo, 7 de fevereiro de 2010

Palavras para quê?!

Tu és a diferença!

Há momentos que ficam na nossa alma para sempre, eternos, sem dia ou hora para recordar. E há também aqueles que parecem nunca acabar! É quando me recordo do teu sorriso, do teu olhar, da tua forma humana e simples de me chamares "poeta" e me fazeres sorrir até de manhã! Alimento-me pois desses momentos mais simples de todos! Quero sorrir porque me faz falta ser feliz! Partilhar o momento, a saudade, as palavras! Sentar-me num qualquer lugar admirando a lua cheia, que ilumina todos os recantos da minha alma, sabendo que num outro lugar, mesmo longe, tu admiras a mesma lua que eu, e os nossos pensamentos cruzam-se por aí! Realmente tenho que reconhecer que não preciso estar contigo para te sentir aqui. As saudades que sinto não são mais do que fraquezas que procuram tirar-me a ousadia de saber esperar, de saber vencer a vontade que tenho de te abraçar. Porque eu não preciso de estar perto de ti para te abraçar, nem para acariciar os teus cabelos, nem para encostar os meus lábios à tua face e beijar-te devagar, deixando-os saborear a tua pele, transmitindo aquele carinho que tu bem sentes, mesmo quando não estás comigo! Porque a distância em si pode ser inimiga da perfeição de um momento do qual se sente saudades e quer-se único e mais, cada vez mais! No entanto, esta distância traz o sabor mais puro, mais delicioso, que é termos sempre momentos perfeitos! Momentos que não são definidos pelo sádico ponteiro de um relógio que teima em voar, sabe-se lá porquê! E estes momentos são sempre perfeitos porque são nossos, meus e teus! Cabe a nós, e apenas a nós, encontrarmo-nos no espaço secreto das nossas almas, enrolados num cobertor de sofá, distantes, mas unidos por um som, uma sensação de carinho e reconfortante, que nos embale até à proximidade majestosa do momento! É esse o som da tua voz, que me conforta a alma e anula a distância daqui ao Sol! Sim, porque tu és o meu Sol e eu o teu poeta. E os poetas sabem que o Sol queima, a não ser que lá possámos ir em sonhos! E nos meus sonhos nós somos felizes, em qualquer lugar, em qualquer momento, distantes ou lado a lado. Por isso eu digo: "Eu, poeta, sou feliz à espera da tua luz, que me vai rejuvenescer a alma, e transportar-me na maior das sensações de felicidade! E cuida de mim, peço-te, porque não sei se o meu coração aguenta sentir-se amado, porque ele já não sabe o que isso é! Não sei quando tu nascerás para mim, mas eu vou estar sempre aqui!" E é assim que eu, poeta, consigo perceber que tu és mais importante que uma fracção de segundos; que aquilo que eu sinto é mais perfeito que estar sentado à beira-mar, sozinho, sempre, como costumo estar. Eu, poeta, percebo que estar aqui sem ti não é obra do acaso, mas sim a preparação para a grande viagem; uma viagem de descoberta, ao mundo dos sonhos que se realizam, que regressam à nossa vida para imortalizar sentimentos, momentos e sentidos! Por tudo isto não posso deixar de cantar a minha felicidade, nem de trazer ao peito a foto que um dia tão secretamente tirei e que da mesma forma secreta me acompanha e conforta quando uma lágrima teima em rolar para se perder no chão! Agrada-me que tenhas levantado a pedra do meu esconderijo e me tenhas abraçado e trazido para este mundo real onde final há alguém como tu! Se fosse meu desígnio hoje partir, fá-lo-ia de sorriso na alma, feliz por todos os momentos em que fizeste de mim uma alma tranquila, feliz, sorridente, em que deste à minha vida um grande e único motivo para seguir em frente. Porque em mim tu fazes a diferença! Tu és a diferença! Fazes-me viajar ao passado; fazes-me sentir orgulhoso; fazes-me envergar as vestes de Templário e levar ao chão um joelho, prestando-te a minha sentida homenagem, escrevendo-te estas palavras como tributo e desculpando-me por um dia te ter chamado de "fantasma"! Quando o fiz olhei para ti com olhos de Homem, e esqueci-me por momentos dos olhos da Alma; mas também ainda não tinha provado a sensação que é estar perto de ti, de reconhecer a tua unicidade, o teu valor! Curvo-me perante tudo isso! Só tenho que te agradecer por existires e por teres olhado para mim!

Espectáculo de uma alma...

Cheguei cedo para não perder pitada! Sentei-me naquele lindo banco vermelho, mesmo ali em frente ao mar! Hoje é dia de marés vivas e quero retratar o máximo que conseguir, vibrando com as ondas, a sua altura e com os voos ao desafio de gaivotas loucas por Capelo! Enquanto ali estava, quieto, imóvel, deslumbrado, sentia atrás de mim os passos apressados de quem não tem tempo para estas maravilhas! Carros paravam e arrancavam, pessoas saíam e conversavam, passando rapidamente por mim, sem sequer me notarem! Eu só esperava por ti! Mais um carro, mais passos, mais vozes que tanto se aproximavam como se desvaneciam num horizonte que era mesmo ali! Ora parava um autocarro, ora parava outro! E eu sentia a diferença pelo volume de vozes! Como que por instinto, dava por mim a separar as vozes e a dissecá-las, esperando que uma delas fosse a tua! Mas encontrava sempre o meu silêncio, perdido na minha busca. As vozes iam e vinham, ora se escutavam ora estavam distantes. Em momento algum consegui isolar a tua voz no meio de todas! Porque tu não apareceste, e aquele lugar vago, ali mesmo ao meu lado ficou frio, deixou de fazer sentido. E quando realmente me apercebi que jamais teria do meu lado o privilégio da tua voz, as ondas deixaram de fazer sentido, deixaram de correr! As gaivotas regressaram a terra segura e miavam em consolo. O espectáculo da alma acabava e com ele aquele meu sonho tão simples! Deixei o meu banco, peguei nas minhas coisas e continuei... sozinho! Afinal porque espero por quem nunca vem?

sábado, 6 de fevereiro de 2010

Estava atento!

Algum dia tinha que ser! Algum dia eu tinha que sorrir como menino, e sentar-me no patamar da vida, olhando para trás apercebendo-me do que tenho vindo a perder! Tudo muda à velocidade se um piscar de olhos, sem apelo nem agravo; é apenas assim! Por isso hoje, satisfeito e feliz, tal e qual menino sem preocupações, levanto-me com a vontade de sair e caminhar em direcção ao meu sonho, agarrá-lo e não mais o deixar partir. Porque a vida vive-se de momentos, quer fugazes quer eternos! São poucas as vezes que um momento fugaz dá lugar à eternidade! São poucos os sonhos que são eternos, que se distinguem dos momentos fantasiosos de realidades aparentes! Algum dia tinha mesmo que ser! Engraçado até nem sentir especial comoção quando escrevo estas palavras! Sinto que de certa forma, esta felicidade já está dentro de mim, parece-me intrínseca! Acho que já me sentei mesmo, naquela "cadeira da realidade" que em tempos falava e vejo claramente que afinal tudo é verdade! Com magia, de olhos e coração aberto, com a mesma sensibilidade que um dado momento inicial obrigou. Sem ela nada seria possível! Ainda bem que eu estava atento!

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

Sonhos que se realizam

Sentei-me na praia e olhei para uma estrela cadente que passava; ela olhou para mim; em segundos disse-lhe que queria realizar um sonho e ela, ao de leve, aproximou-se de mim e fechou-me os olhos! Senti o mar ali perto, sussurrando poesias que eu não percebia! E de repente vejo-me num sítio que não conheço, sem nada à volta que me parecesse familiar! Ao fundo um vulto desenhava-se cada vez mais depressa numa sombra que se aproximava de mim de sorriso rasgado. Reconheci aquele vulto quando o meu coração disparou e queria sair do peito. Fui ao seu encontro; quase tropeçava, tal era o desejo de chegar mais rápido, de correr! Foi um sorriso que nos abraçou enquanto nos abraçávamos! Foi uma sensação de alegria, um misto de loucura inebriante, daquela sensação relaxante de estar ali, de a encontrar, de lhe poder finalmente tocar, envolver, proteger, dando-lhe parte de mim, sorrindo-lhe e dando todo o meu carinho a cada toque, a cada olhar, a cada palavra proferida. Com os olhos fechados, senti-me menino; voltei atrás no tempo e fui feliz cada milésimo de segundo que ali estive! E quem me dera que o tempo tivesse parado! Desejei ter um aparelho que parasse o tempo! E passar ali mesmo uma vida inteira e quando regressasse ter ainda passado um minuto apenas! E os segundos foram passando e a minha felicidade andava perdida numa caminhada divina e indescritível! É assim que conseguimos ser felizes, momento após momento, segundo após segundo: ao lado de quem nos abre, de quem sabe falar-nos ao ouvido, chamar-nos de "poeta" e sorrir com a alma e com um simples toque da sua mão, levar-nos à distante galáxia dos sonhos, onde podemos admirar à distância as crianças a brincar na areia, sem preocupações, felizes e sorridentes, tal como eu próprio me sentiria naquele preciso momento. Enfim... abri os olhos, e quer tenha ou não acontecido, fui feliz! Fui menino! Fui criança! Ali ao lado do meu mar, debaixo do meu Farol, a minha testemunha do bom e do mau, perante aquela linda estrela cadente, eu senti-me vivo. Deixei-me cair sem forças para trás, sentindo a areia fria nas minhas costas! E foi ao tapar os olhos com as mãos que senti o teu cheiro em mim... afinal, estivemos lá!

sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

"A felicidade só é real quando partilhada"

Estou aqui quieto, quase imóvel e sem pensar. Parece que viajo ao passado e sinto-me a viver com visão em túnel, como se de adrenalina se tratasse. Não... deve ser um misto de apatia com ansiedade; uma sensação de falta, angústia serena, vontade de ficar quieto, imóvel, congelado. Não penso... não me concentro... apetece-me sair daqui, e voar, nem sei bem para onde, mas seguramente bem longe e lá para cima... onde ninguém me visse nem sentisse! Onde eu me pudesse perder, mas estar sempre pronto para picar em direcção ao chão, na tua direcção! É certo, quase não me consigo mexer mesmo! À minha volta nada acontece, nada muda. Tudo igual! Mudam as água, as roupas, mas é tudo mais do mesmo, sem novidade ou coração! As sentenças mudam a vida, dão sabor ou tiram sonhos, modificam presentes e passados, evitam futuros, rolam lágrimas, despedidas forçadas, jamais equacionadas ou aceites. Por isso chamo à vida um "oceano"... e sou realmente um simples e mero barco, que navega bolinando, de peito aberto e mão a roçar a crista das águas, momentos em que as lágrimas perdem o sabor por se misturarem com os salpicos do mar, e a música deixa de se escutar... e a toda a volta apenas água e mais água; deixa de interessar se é para a direita, esquerda... a toda a volta água... sem luz, nem Farol, tudo se apaga... até que os meus olhos se fecham e deixo de pensar, de me importar, isolando-me do frio da vida no meu casulo especial, construído de cinzas e habitado por sonhos, alguns acabados, outros sonhos sonhados, os mais difíceis, os mais complicados. E a Luz apaga-se e com ela eu também me apago; e sigo agora nem sei para onde, bolinando ao sabor do vento, com a alma encolhida, tolhida, com frio. Não há luz à minha volta. O Meu Farol apaga-se e eu com ele, nas últimas palavras que lhe escrevo, na última lágrima que rola, no último gesto de carinho que tenho, na minha despedida, no meu momento final. A vida é mesmo assim! Há capítulos que se encerram, há morte e há vida, há paixão e desilusão. E há a tranquilidade, o desejo de ser mais e melhor, de sorrir, de sorrir sempre, de viajar perdido na ilusão da felicidade, dos bons momentos, do companheirismo e da saudade! Principalmente da saudade! Assim recolho as velas, e sento-me no banco da realidade e, num impulso final, dou largas à imaginação, e procuro encerrar um capitulo de sonho, de magia, de puro encanto e sensibilidade. As palavras só não chegam para provar nada, quando não nos podemos aproximar e usar do carinho de uma mão, da força de um olhar e do conforto de um sorriso para provarmos o que escrevemos. E esta distância é mais inultrapassável do que qualquer onda do mar; apenas porque esta distância é humana e o mar faz parte da divindade da Natureza; o ser humano sobrepõe-se a tudo o construído pela Natureza, mas não se consegue sobrepor às muralhas construídas por si próprio! E para estas nem sempre há força, nem sempre há mérito. Estou perto, sempre perto, como se um fantasma fosse. Uma mera alma, sem destino, numa luta desconhecida mas com uma intenção muito declarada, jamais escondida. "A felicidade só é real quando partilhada" - Christopher McCandless

quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

Deixa o mundo girar...

Deixa o mundo girar.... ;-)


Partilhar!

Uma bela alegria, pela manhã, muda a direcção do dia, abre portas ao sorriso, ao conforto, à sensação de nostalgia pelos tempos de Paz, em que sorrir era natural e as flores nasciam de imediato dos olhares férteis em carinho e dedicação! Assim são os momentos! É isto que eu quero dizer! Adoro estes pedaços de saudade, inesquecíveis, que fazem a minha alma brilhar e tracejar o céu em direcção ao espaço! É a sensação pura da alegria, do deleite, da satisfação! É algo que se deve partilhar! É ser-se puramente feliz! E partilhá-lo... humildemente e de sorriso nos lábios!

Falta de ar

Falta-me o ar! Não é do frio, nem das horas que hoje não dormi! Sinto o coração apertado e ansioso, não me concentro e não consigo agarrar os meus pensamentos e mantê-los aqui! Falta-me mesmo o ar! Ansiedade... suspiro... sensação de impotência... preso... Quero olhar o horizonte, focar um ponto e adormecer nele, para que o tempo passe de forma tão célere quanto possível!

quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

Teoria da Ilusão

A Teoria da Ilusão é um conjunto de sentimentos e sensações estranhas que me assolam em momentos muito específicos da minha vida, do meu dia, dos meus pensamentos! A Teoria da Ilusão é quando queremos muito uma coisa... uma coisa intemporal... que pode acontecer a qualquer momento! Uma daquelas coisas que nos faz vibrar em silêncio, que nos põe de alerta, virados ao instinto do desejo!
Eu estremeço incontrolavelmente sempre que sofro esta sensação! Tudo em mim abana, estremece; o chão sai-me dos pés e à minha volta tudo se torna cinzento por milésimos de segundo! Inicia o sonho, o desejo, e a vontade não tem hora certa e sabemos conscientemente que não acontece mas o sonho (teimoso) não deixa o desejo morrer e mantém-no ali vivo, presente, ofuscante, pelo tempo estritamente necessário a que se torne inesquecível, mas sempre repetitivo, constante!
E enquanto esse "tempo" não passa, o desejo perdura, o coração bate mais rápido (com tanta força que o ar parece pouco) e as formiguinhas fantasmas que habitam algures pela barriga divertem-se com as suas patinhas a criar aquela sensação divina e estranha, até infantil!

Pois isto é a Teoria da Ilusão, que começa no momento em que o meu telefone toca, o número não me é conhecido, e eu atendo e descubro que afinal não és tu! A minha teoria não é mais do que uma descrição de um desejo, de uma ilusão, que é poder ser surpreendido com a tua voz, distante e cativante, num dado momento, que me faça sorrir, que me faça feliz, que me faça banhar no oceano de felicidade que a imagem me proporcionaria!

Esta é a minha Teoria! Tu és a minha Ilusão!

terça-feira, 26 de janeiro de 2010

Foi difícil...

Foi difícil... fiquei com a língua áspera e a garganta seca, e nem sequer falei! Limitei-me a desabafar em meras linhas de palavras; um amontoado de expressões e palavras que traduziam sentimentos e olhares, emoções e uma carga de felicidade imensa! Gostava de perder uns quilos dentro da mesma sensação de leveza que consegui depois de abrir a alma! Senti-me uma barragem de comportas abertas! Faz tão bem! É uma merecida viagem à sinceridade, acima de tudo à Justiça merecida que é conhecer os pensamentos, o que vai na alma! Foi uma viagem sem maldade, um desabafo sentido, humilde e sincero! Foi a impossível tarefa de descrever o indescritível... mas nem sempre quando o mar está violento se deixa de navegar! Recolhemos velas e deixamos as ondas abraçar-nos e levar-nos para onde querem! E foi assim... deixei-me ir, nas palavras que o coração permitia, naquilo que eu sentia... e sorri, sorri sempre! Porque afinal, é sempre isso que eu faço, num dado momento; porque o contrário é impensável! E fiquei leve, fiquei feliz! E essa sensação de felicidade ainda hoje se transporta na leveza do meu espírito e no sorriso da minha alma! Espero que "as minhas palavras tenham chegado a ti", lá nesse espaço sideral por onde viajas e te refugias!

segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

... o meu "mar"....

Hoje fiquei com uma vontade indescritível de ver o meu "mar"; de me sentar lá perto e sentir o seu som, o seu cheiro, e escutar a sua canção de embalo! Ir lá "buscar as minhas forças", e relaxar a alma e o espírito! Precisava de uns momentos (horas) a sós para procurar respostas para algumas perguntas que me têm surgido na alma! Senti também que naquele momento não faria sentido estar sozinho. Honestamente tive que baixar os braços e assumir que me senti completamente perdido e desorientado. Há momentos assim! Não fui ao meu "mar", mas mandei lá o meu espírito... e ele regressou calmo... mas ainda não sorriu!

sábado, 23 de janeiro de 2010

Fado...

Sou cada vez mais um ouvinte atento do Fado de Coimbra! Gosto de me encostar e saborear cada palavra, cada som, cada momento daquela música que reconforta a minha alma! "Trova do Vento que Passa", ou "Fado para um Amor Ausente", do Dr. Tavares Fortuna, causam-me um arrepio que me faz estremecer da cabeça aos pés! Adoro o Fado de Coimbra! Música pura, portuguesa, de coração para coração! É o Fado que me levanta e leva em viagem aos meus mais profundos sentimentos! É um Fado que me acompanha a memória, sempre que ouso pensar em ti! É um Fado que me embala quando tu estás longe e nada me dizes! É o Fado que estás atrás do pano, em grande plano, quando quero sonhar ou abstrair-me de tudo, de todos e de ti! É o Fado que suaviza o Fado de tanto te querer e nem te ver, nem sentir! O Fado controla a mágoa da distância, da saudade, do valor que tens para mim, e o quanto me custa a tua ausência, mesmo que não existas! A vida é Fado, Fado perdido ou vadio, de tudo o que existe e se semeia e é levado pelas tempestades do destino! O fado que eu cantava hoje, seria o Fado de te encontrar, atrás de cortina, de uma pedra, ou da sombra do meu olhar! Gaivota do Fado que te podia trazer até mim, num voo rápido e saudoso, rasgando a crista da ondas! A vida é Fado, e o meu Fado é desejar-te, sentado, ao longe, à espera que um dia a minha porta se abra, e tu entras, resplandecente, brilhante, com os teus olhos malandros fixados aos meus, e um Fado verdadeiro iluminará o nosso encontro, a nossa saudade, o nosso beijo, perdido na poesia de um verso de amor! E nesse momento a guitarra tocará de forma divina, para jamais aquele momento ser esquecido! É fado? Será fado? Que seja, desde que de Coimbra!

sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

Sensações estranhas...

Sensações estranhas, vividas à sombra da Lua, molhadas pela espuma das ondas que ficam enroladas na areia molhada que me aquece as mãos... e eu ali sentado, com a alma molhada, iluminado pelos meus pensamentos que se consomem à velocidade da luz! Vejo sombras na água, que se escondem atrás das ondas e brincam comigo, sem nada dizerem, com risos e gargalhadas! Rasgo sorrisos e sinto-me em casa, mesmo molhado, sozinho, repleto da sensações estranhas que misturadas com as sombras me fazem rir! É tão fácil sorrir quando nos iluminam a alma com estas sensações estranhas! Mesmo sozinho, molhado, num qualquer sítio remoto que nos consome o pensamento... ali como em qualquer outro lugar! Sou feliz pelos momentos em que a minha alma irradia o calor da tua presença!

quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

... e eu estarei também!!!

Sinto que estás perto de mim! Não o suficiente para te ver ou sentir, para me deliciar com a profundidade do teu olhar! Sei que estás por aí! Algures... Sei que gostava de partilhar esse mesmo espaço por momentos... segundos veloses de puro deleite da alma e dos sentidos! Diz-me onde estás... e eu estarei também!!!

Um minuto inteiro...

Talvez sabendo um pouco mais de ti eu conseguisse deixar de sonhar tanto, e continuar, a dormir e acordado, tentar perceber-te e encontrar-te. Perceber os teus sonhos, as tuas vontades, os teus sorrisos; compreender o teu olhar, sentir o teu cheiro, tocar-te ao de leve nos cabelos, afastando-tos dos olhos; gostava de conhecer o som da tua gargalhada e da tua respiração! Queria guardar todos esses momentos para mim, assimilar a sensação de te conhecer! Quero saber o teu clube, a tua cor, música! Quero saber o que lês, o filme favorito, o bar, o momento, o pedaço de mar! Quero saber tanta coisa! Quero deixar de sonhar acordado, de inventar planos para perguntar ou saber aquilo que tanta curiosidade me faz! Quero captar a tua essência e guardar parte dela junto do meu coração, para me sentir quente e não sozinho! Gostava de me deliciar com a tua presença, ali pertinho de mim, junto de um chá quente e cheio de aroma! A tua forma de ser causa-me curiosidade! Quero saber mais! Quero conhecer-te! Quero deixar de me perguntar, minuto após minuto, quem és? Aceito um sorriso, uma porta aberta, um momento único, onde me seja dado o privilégio de te tratar com carinho, com deferência, apenas por um minuto! Afinal, que seria da felicidade na vida de alguém, sem este mísero minuto que consolaria uma alma, despertada para o interesse de outra? Somos almas perdidas! Somos seres etéreos, sem casa nem destino! Estou só! Quero sentir o teu cheiro, inebriar-me e deliciar-me na tua inteligência! Quero acordar sabendo quem és, e com o teu aroma preso nas minhas narinas! Quero apenas um minuto inteiro de felicidade! Do teu lado, seja em que lugar for, mas do teu lado!

terça-feira, 19 de janeiro de 2010

Onde estou

Procuro estar onde tenho tranquilidade, e o meu filtro transforma o ruído em som! Só assim posso calmamente vaguear pelos meus sonhos, sem ser incomodado ou acordado! Posso rir e chorar sem explicar, sentar-me ali, à beira do nada, com as mãos cheias de areia que esvoaça, coração vazio... com a certeza de que tudo passa!