sábado, 23 de janeiro de 2010

Fado...

Sou cada vez mais um ouvinte atento do Fado de Coimbra! Gosto de me encostar e saborear cada palavra, cada som, cada momento daquela música que reconforta a minha alma! "Trova do Vento que Passa", ou "Fado para um Amor Ausente", do Dr. Tavares Fortuna, causam-me um arrepio que me faz estremecer da cabeça aos pés! Adoro o Fado de Coimbra! Música pura, portuguesa, de coração para coração! É o Fado que me levanta e leva em viagem aos meus mais profundos sentimentos! É um Fado que me acompanha a memória, sempre que ouso pensar em ti! É um Fado que me embala quando tu estás longe e nada me dizes! É o Fado que estás atrás do pano, em grande plano, quando quero sonhar ou abstrair-me de tudo, de todos e de ti! É o Fado que suaviza o Fado de tanto te querer e nem te ver, nem sentir! O Fado controla a mágoa da distância, da saudade, do valor que tens para mim, e o quanto me custa a tua ausência, mesmo que não existas! A vida é Fado, Fado perdido ou vadio, de tudo o que existe e se semeia e é levado pelas tempestades do destino! O fado que eu cantava hoje, seria o Fado de te encontrar, atrás de cortina, de uma pedra, ou da sombra do meu olhar! Gaivota do Fado que te podia trazer até mim, num voo rápido e saudoso, rasgando a crista da ondas! A vida é Fado, e o meu Fado é desejar-te, sentado, ao longe, à espera que um dia a minha porta se abra, e tu entras, resplandecente, brilhante, com os teus olhos malandros fixados aos meus, e um Fado verdadeiro iluminará o nosso encontro, a nossa saudade, o nosso beijo, perdido na poesia de um verso de amor! E nesse momento a guitarra tocará de forma divina, para jamais aquele momento ser esquecido! É fado? Será fado? Que seja, desde que de Coimbra!

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