domingo, 17 de janeiro de 2010

Sábado de chuva

Foi um Sábado de chuva, alegrado pelos breves segundo em que recebi atenção; sorriso brilhante e discreto, escondido por telas invioláveis, sem sabor nem significado! Foi um dia de chuva, com vento e lágrima, ondas violentas e sempre o mesmo odor à maresia que tanto me fascina! Parei lá o carro, de manhã! Bem que olhei, e deixei-me ficar ali à chuva, arrefecendo ideias e sonhando com uma imagem no fundo de uma rua que não existia! Ninguém passava por mim, a não ser o vento, que gentilmente me levou ao conforto interior do meu carro! As ondas lá continuaram! E o tempo estava tão mau que nem as gaivotas se atreviam a voar! Eu não desisti! Eu estive lá! A chuva e as ondas daquele mar revoltado são as testemunhas do meu sonho, do meu desvario, da minha frustração e saudade!

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