sábado, 27 de fevereiro de 2010

Sentir ao contrário...

Sentir ao contrário é fácil! São momentos, pequenas delícias e alguns suores frios, em que o tempo teima em voar, e nós ali, inertes ao frio e à chuva, sem prescindir do sorriso que preenche o rosto e acende a alma! Tudo passa! Mas esta não é a grande verdade! Essa é saber se quando tudo passa, o que deixa? O que leva? O que faz? O que muda? Para quê saber? Estar vivo é em si o mais importante! Não prescindir é dos nossos sorrisos, dos nossos momentos e sensações de carinho! Tornar segundos em momentos inesquecíveis, e conseguir que um minuto inteiro seja felicidade para uma vida! Cantava-se numa das minhas músicas favoritas que "Amanhã é sempre longe demais"... e é! Que nos reserva o amanhã? Quem nos garante que há amanhã? Apenas o podemos desejar e ansiar... adormecer com essa intenção... e acordar! Por isso quero e gosto de sentir ao contrário: pensar que o amanhã está longe demais... e depende de mim ter o melhor do momento, no presente... porque o passado já foi! Sentir ao contrário é fácil, sim! Porque é quase tudo o que temos!

domingo, 21 de fevereiro de 2010

Escalada...

Escalei até ao mais alto dos meus precipícios, e fi-lo sem medo, sem recear a altura ou a força dos ventos! Escalei tanto que as mãos ficaram em ferida e os lábios rasgados pelo frio da altitude! Escalei até onde não imaginava ser possível! A vista daqui é linda! Vejo e sinto coisas maravilhosas! Sinto a força das montanhas, o carinho da lua e a generosidade das estrelas! Cá em cima sinto-me só, mas também feliz, livre e com uma vontade brutal de me atirar no precipício e voar sem medo até ao fim do mundo! Tenho coragem para aproximar pé ante pé daquilo que é a mais profunda das viagens, ao extremos da vida! Fecho os olhos! Inspiro! Abro os braços e ali estou! No topo de tudo! Em cima da mais bela das sensações, do melhor dos momentos! Algures lá em baixo tenho as ondas do mar que tanto me confortou! Nem as gaivotas ousam voar tão alto! Sou a desilusão de Fernão! O meu corpo balança ao sabor do vento e, ainda de olhos fechados, escuto com atenção o som das brisas, dos gritos distantes! E berro! Berro com muita força! Expulso os meus medos, as minhas frustrações, as minhas raivas! Expulso a minha alegria, a minha vida! Expulso os meus fantasmas! Expulso as minhas guerras! E continuo ali a berrar, de olhos fechados! E os meus berros misturam-se com as lágrimas que me inundam a alma! E eu berro com todas as minhas forças! Lentamente perco as forças e sou obrigado a ajoelhar-me e a conter-me ali, banhado pelas mesmas lágrimas que me purificam a alma e inundam o coração! Perdi a voz, perdi centenas de pensamentos! Purifico as minhas sensações! Aprendo a encontrar-me, devagar! Junto as peças que fazem o meu manto de retalhos! Lentamente reconstruo-me e abro os olhos em direcção ao precipício que me chama, que me desafia! Porquê eu? Porque me aventuro na escalada quando não consigo descer? Porque tenho a minha alma tão presa? Porque me sinto tão distante? Porque não tenho, ali, as minhas respostas? A minha tranquilidade?! Eu só quero 5 minutos de Paz, de Tranquilidade! 5 minutos de vida! A vista daqui continua fabulosa, divina! Em pé, de mão esticada, sinto o abraço de uma nuvem que passa por mim; e a mão fica gelada! Quem me dera vencer o espaço, e saltar neste vazio, em direcção a um barco aportado ali no meu mar, de velas ao vento pronto a partir! Adorava conseguir viver! Tão simplesmente assim! E agora que aqui estou que vou fazer? Sento-me. Respiro fundo! Sinto o murmurar distante! Assim deixa de haver o amanhã! Não sei como fazer para viver cada dia em que tudo o que posso fazer é contemplar o meu paraíso! Já não sei estar sentado, muito menos vendado! Já não sei estar longe, nem conter as saudades! Escalei tanto que perdi o dom de voar! Libertei-me do passado, do presente, dos fantasmas e dos pensamentos negativos! Aprendi a amar o caminho que percorri, ter cada dia como único, saboreando as flores que teimam em abrir e alegrar a minha alma! Aprendi a amar o carinho que fui recebendo e a poupá-lo para os momentos mais longínquos, em que a solidão falasse mais alto! Aprendi a ser eu, a nada esperar, deliciando-me com a surpresa! Aprendi a sorrir e a estar ali, deliciado com a paisagem! Lutei pela minha tranquilidade, enterrei muito do que não gostava! Venci e fui derrotado! Levantei-me e aguentei as dores! Regenerei-me! Perdi-me muitas mais vezes do que aquelas em que fui capaz de me encontrar! Hoje aqui estou! No cimo do meu universo, admirando tudo aquilo que me rodeia e faz feliz! Sei que não estou sozinho; afinal aqui seria impossível! Os meus berros, as minhas lágrimas purgaram a minha alma, expulsaram os meus fantasmas, a minha dor! Resta-me ficar aqui e admirar o que tenho para admirar. Não consigo descer! Não quero cair! Quero apenas fechar os olhos e ser levado pelo vento e acordar já lá! Lá é onde tiver que ser, quando tiver que ser! Não quero mais sentir frio nem distância!

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

Magia de um beijo...

Num cruzar de olhares, um momento mágico, uma inspiração do momento, num daqueles actos criados pelo desejo, pela vontade, debruço-me sobre a vida, e estico-me até junto de ti... na viagem em que sou forçado a fechar os olhos, sou inundado pelo teu aroma e pela força da tua respiração ansiosa... e aproximando-me de ti, toco ao de leve com os meus lábios nas tuas faces... e lentamente saboreio-as, deslizando em direcção a lado nenhum... apenas sentindo todos os bocadinhos da tua face, todos os sabores, todos os aromas... e enquanto sinto as tuas mãos acariciarem a minha face, os nossos lábios tocam-se ao de leve... nesse preciso momento ouço o teu coração bater forte, tal como o meu bate, e sinto-te estremecer; a tua respiração faz-me sentir desmaiado e os olhos fecham obrigados e sinto a força do nosso beijo, do teu lábio que abre e se abraça no meu! Os olhos continuam fechados, os lábios continuam unidos, sem se separarem por momento algum! Assim provo o mel da tua alma e fico com o coração desvairado e apaixonado! Sinto o teu sabor em mim! Sinto o teu cheiro a toda a minha volta! Sinto-me feliz, criança! Quero mais, outra vez!

domingo, 14 de fevereiro de 2010

Realidade...

Uma manhã tornada realidade; momentos inesquecíveis, sentidos, vivos e verdadeiros, ali mesmo ao lado do mar que tanto gosto, junto de ti e do teu carinho, do teu esboço! Fotografias da alma, tu coras e sorris e eu baixo os olhos, fujo, escondendo-me! Mas não consigo, os meus olhos procuram os teus, abraçam-te, vivem o seu próprio brilho, ofuscam-se no teu! Delícia! Momento ímpar de sedução, de vontade de estar mais perto, roçar os meus lábios ao de leve nos teus, sentindo a superfície, o deslizar das sensações e dos sentimentos! Sentir a sensação de estar preso, ali mesmo, e os lábios devagar se descolam, com o cheiro a deliciar o meu coração, a minha mente, a minha vontade louca de ficar ali eternamente, sem tempo nem dever! Apenas estar, como já estou! À espera do verdadeiro momento, do dia sem horas, do resto da vida, da bengala, da felicidade, em si pura, única e deliciosa! Ter os teus olhos a iluminar a minha alma, purificando o meu espírito, e colocando todo o meu empenho e dedicar-me a olhar por ti, a estar simplesmente ali, onde quer que isso seja, aqui ou no fim do mundo! Mas a vida faz-se mesmo deste pequenos bocadinhos retalhados, de sensações, desejos, vontades... e por isso mesmo há que saber deliciar os momentos, interpretando-os como o passaporte para a eterna felicidade, para a eterna vontade de estar sempre ali, contigo, seja lá isso onde for! Porque não interessa... interessa o momento, a sensação, a nostalgia, a saudade, o quanto e o que eu sinto por tudo, por nós, por ti... essa é a minha realidade! Saber o que sinto e oferecer-to de mãos, alma e coração abertos! Sei o que sinto! Não o nego! Não o escondo! De forma infantil o digo... e o continuo a sentir.... cada vez mais! Cada segundo, cada dia que passa!

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

Estou surpreendido...

Porque há músicas com letras assim... e enquanto as houver eu jamais conseguirei deixar de pensar um mero segundo que seja! É impossível! E sinceramente não conhecia esta música do Pedro Abrunhosa!

Ser atento!

A grande vantagem de quem é atento é saber distinguir os momentos em que um simples gesto leva a um sorriso, um simples momento de felicidade! Saber diferenciar os momentos, escolher as sensações, fazendo no fundo que cada momento seja único, inesquecível, quase em si, lendário! Por isso sou atento, por isso quero observar o que se passa à minha volta! Por isso sou assim, sem querer mudar!

domingo, 7 de fevereiro de 2010

Palavras para quê?!

Tu és a diferença!

Há momentos que ficam na nossa alma para sempre, eternos, sem dia ou hora para recordar. E há também aqueles que parecem nunca acabar! É quando me recordo do teu sorriso, do teu olhar, da tua forma humana e simples de me chamares "poeta" e me fazeres sorrir até de manhã! Alimento-me pois desses momentos mais simples de todos! Quero sorrir porque me faz falta ser feliz! Partilhar o momento, a saudade, as palavras! Sentar-me num qualquer lugar admirando a lua cheia, que ilumina todos os recantos da minha alma, sabendo que num outro lugar, mesmo longe, tu admiras a mesma lua que eu, e os nossos pensamentos cruzam-se por aí! Realmente tenho que reconhecer que não preciso estar contigo para te sentir aqui. As saudades que sinto não são mais do que fraquezas que procuram tirar-me a ousadia de saber esperar, de saber vencer a vontade que tenho de te abraçar. Porque eu não preciso de estar perto de ti para te abraçar, nem para acariciar os teus cabelos, nem para encostar os meus lábios à tua face e beijar-te devagar, deixando-os saborear a tua pele, transmitindo aquele carinho que tu bem sentes, mesmo quando não estás comigo! Porque a distância em si pode ser inimiga da perfeição de um momento do qual se sente saudades e quer-se único e mais, cada vez mais! No entanto, esta distância traz o sabor mais puro, mais delicioso, que é termos sempre momentos perfeitos! Momentos que não são definidos pelo sádico ponteiro de um relógio que teima em voar, sabe-se lá porquê! E estes momentos são sempre perfeitos porque são nossos, meus e teus! Cabe a nós, e apenas a nós, encontrarmo-nos no espaço secreto das nossas almas, enrolados num cobertor de sofá, distantes, mas unidos por um som, uma sensação de carinho e reconfortante, que nos embale até à proximidade majestosa do momento! É esse o som da tua voz, que me conforta a alma e anula a distância daqui ao Sol! Sim, porque tu és o meu Sol e eu o teu poeta. E os poetas sabem que o Sol queima, a não ser que lá possámos ir em sonhos! E nos meus sonhos nós somos felizes, em qualquer lugar, em qualquer momento, distantes ou lado a lado. Por isso eu digo: "Eu, poeta, sou feliz à espera da tua luz, que me vai rejuvenescer a alma, e transportar-me na maior das sensações de felicidade! E cuida de mim, peço-te, porque não sei se o meu coração aguenta sentir-se amado, porque ele já não sabe o que isso é! Não sei quando tu nascerás para mim, mas eu vou estar sempre aqui!" E é assim que eu, poeta, consigo perceber que tu és mais importante que uma fracção de segundos; que aquilo que eu sinto é mais perfeito que estar sentado à beira-mar, sozinho, sempre, como costumo estar. Eu, poeta, percebo que estar aqui sem ti não é obra do acaso, mas sim a preparação para a grande viagem; uma viagem de descoberta, ao mundo dos sonhos que se realizam, que regressam à nossa vida para imortalizar sentimentos, momentos e sentidos! Por tudo isto não posso deixar de cantar a minha felicidade, nem de trazer ao peito a foto que um dia tão secretamente tirei e que da mesma forma secreta me acompanha e conforta quando uma lágrima teima em rolar para se perder no chão! Agrada-me que tenhas levantado a pedra do meu esconderijo e me tenhas abraçado e trazido para este mundo real onde final há alguém como tu! Se fosse meu desígnio hoje partir, fá-lo-ia de sorriso na alma, feliz por todos os momentos em que fizeste de mim uma alma tranquila, feliz, sorridente, em que deste à minha vida um grande e único motivo para seguir em frente. Porque em mim tu fazes a diferença! Tu és a diferença! Fazes-me viajar ao passado; fazes-me sentir orgulhoso; fazes-me envergar as vestes de Templário e levar ao chão um joelho, prestando-te a minha sentida homenagem, escrevendo-te estas palavras como tributo e desculpando-me por um dia te ter chamado de "fantasma"! Quando o fiz olhei para ti com olhos de Homem, e esqueci-me por momentos dos olhos da Alma; mas também ainda não tinha provado a sensação que é estar perto de ti, de reconhecer a tua unicidade, o teu valor! Curvo-me perante tudo isso! Só tenho que te agradecer por existires e por teres olhado para mim!

Espectáculo de uma alma...

Cheguei cedo para não perder pitada! Sentei-me naquele lindo banco vermelho, mesmo ali em frente ao mar! Hoje é dia de marés vivas e quero retratar o máximo que conseguir, vibrando com as ondas, a sua altura e com os voos ao desafio de gaivotas loucas por Capelo! Enquanto ali estava, quieto, imóvel, deslumbrado, sentia atrás de mim os passos apressados de quem não tem tempo para estas maravilhas! Carros paravam e arrancavam, pessoas saíam e conversavam, passando rapidamente por mim, sem sequer me notarem! Eu só esperava por ti! Mais um carro, mais passos, mais vozes que tanto se aproximavam como se desvaneciam num horizonte que era mesmo ali! Ora parava um autocarro, ora parava outro! E eu sentia a diferença pelo volume de vozes! Como que por instinto, dava por mim a separar as vozes e a dissecá-las, esperando que uma delas fosse a tua! Mas encontrava sempre o meu silêncio, perdido na minha busca. As vozes iam e vinham, ora se escutavam ora estavam distantes. Em momento algum consegui isolar a tua voz no meio de todas! Porque tu não apareceste, e aquele lugar vago, ali mesmo ao meu lado ficou frio, deixou de fazer sentido. E quando realmente me apercebi que jamais teria do meu lado o privilégio da tua voz, as ondas deixaram de fazer sentido, deixaram de correr! As gaivotas regressaram a terra segura e miavam em consolo. O espectáculo da alma acabava e com ele aquele meu sonho tão simples! Deixei o meu banco, peguei nas minhas coisas e continuei... sozinho! Afinal porque espero por quem nunca vem?

sábado, 6 de fevereiro de 2010

Estava atento!

Algum dia tinha que ser! Algum dia eu tinha que sorrir como menino, e sentar-me no patamar da vida, olhando para trás apercebendo-me do que tenho vindo a perder! Tudo muda à velocidade se um piscar de olhos, sem apelo nem agravo; é apenas assim! Por isso hoje, satisfeito e feliz, tal e qual menino sem preocupações, levanto-me com a vontade de sair e caminhar em direcção ao meu sonho, agarrá-lo e não mais o deixar partir. Porque a vida vive-se de momentos, quer fugazes quer eternos! São poucas as vezes que um momento fugaz dá lugar à eternidade! São poucos os sonhos que são eternos, que se distinguem dos momentos fantasiosos de realidades aparentes! Algum dia tinha mesmo que ser! Engraçado até nem sentir especial comoção quando escrevo estas palavras! Sinto que de certa forma, esta felicidade já está dentro de mim, parece-me intrínseca! Acho que já me sentei mesmo, naquela "cadeira da realidade" que em tempos falava e vejo claramente que afinal tudo é verdade! Com magia, de olhos e coração aberto, com a mesma sensibilidade que um dado momento inicial obrigou. Sem ela nada seria possível! Ainda bem que eu estava atento!

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

Sonhos que se realizam

Sentei-me na praia e olhei para uma estrela cadente que passava; ela olhou para mim; em segundos disse-lhe que queria realizar um sonho e ela, ao de leve, aproximou-se de mim e fechou-me os olhos! Senti o mar ali perto, sussurrando poesias que eu não percebia! E de repente vejo-me num sítio que não conheço, sem nada à volta que me parecesse familiar! Ao fundo um vulto desenhava-se cada vez mais depressa numa sombra que se aproximava de mim de sorriso rasgado. Reconheci aquele vulto quando o meu coração disparou e queria sair do peito. Fui ao seu encontro; quase tropeçava, tal era o desejo de chegar mais rápido, de correr! Foi um sorriso que nos abraçou enquanto nos abraçávamos! Foi uma sensação de alegria, um misto de loucura inebriante, daquela sensação relaxante de estar ali, de a encontrar, de lhe poder finalmente tocar, envolver, proteger, dando-lhe parte de mim, sorrindo-lhe e dando todo o meu carinho a cada toque, a cada olhar, a cada palavra proferida. Com os olhos fechados, senti-me menino; voltei atrás no tempo e fui feliz cada milésimo de segundo que ali estive! E quem me dera que o tempo tivesse parado! Desejei ter um aparelho que parasse o tempo! E passar ali mesmo uma vida inteira e quando regressasse ter ainda passado um minuto apenas! E os segundos foram passando e a minha felicidade andava perdida numa caminhada divina e indescritível! É assim que conseguimos ser felizes, momento após momento, segundo após segundo: ao lado de quem nos abre, de quem sabe falar-nos ao ouvido, chamar-nos de "poeta" e sorrir com a alma e com um simples toque da sua mão, levar-nos à distante galáxia dos sonhos, onde podemos admirar à distância as crianças a brincar na areia, sem preocupações, felizes e sorridentes, tal como eu próprio me sentiria naquele preciso momento. Enfim... abri os olhos, e quer tenha ou não acontecido, fui feliz! Fui menino! Fui criança! Ali ao lado do meu mar, debaixo do meu Farol, a minha testemunha do bom e do mau, perante aquela linda estrela cadente, eu senti-me vivo. Deixei-me cair sem forças para trás, sentindo a areia fria nas minhas costas! E foi ao tapar os olhos com as mãos que senti o teu cheiro em mim... afinal, estivemos lá!