terça-feira, 13 de julho de 2010

Sou indiferente...

Sou indiferente a todos os ventos que sopram e me arrefecem a Alma; sou indiferente a tudo aquilo que me seca as lágrimas; sou indiferente a todos os actos em que não há um abraço de felicitação, mas sim um olhar cabisbaixo, uma palavra vazia, oca, sem sentido ou profundidade; sou indiferente à circunstância, aos motivos falseados ou floreados! Sou indiferente aos olhares de culpa, de escárnio, porque esses representam algo vil da cobiça, da inveja! Sou indiferente aos olhares distantes, porque nesses não me revejo! Sou indiferente aos olhares baços, sem luz, sem brilho, sem natureza! Sou indiferente à dor, a não ser por vezes a minha, ou a dor de quem eu quero bem; sou indiferente à vontade de desistir, mesmo quando isso parece, por vezes, o assertivo! Ensinou-me o tempo, o espaço, a vida, que devo valorizar os olhares sinceros e profundos, que devo cultivar o brilho desses mesmos olhares, desses mesmos seres que nos querem bem! Ensinou-me o tempo a ser "indiferente" a tudo aquilo e a todos aqueles que merecem essa indiferença! E assim durmo melhor!

segunda-feira, 12 de julho de 2010

... nada acontece!

O tempo passa... nada acontece! Nada nunca acontece! Ou pelo menos nada daquilo com que se sonha! É um sentar eterno frente ao sonho, à ilusão, e saber que nem o sol nasce, nem a lua adormece! É um balançar constante e sem destino das pernas ao vento, em cima de um baloiço, perdido no tempo! Tudo passa, desde os segundos às semanas, e as desculpas amontoam-se, tornam-se cada vez mais escassas e ridículas, sem respeito ou decência! Mas é tudo mesmo assim; aliás, sempre foi! E tudo o que resta é aquele sonho (ir)real de algo que não se percebe bem o que é/foi, mas que soube bem. Às vezes penso que, não sendo assim, deveria fazer o mesmo, deveria ser mesmo assim; mas este descuido não assenta na minha forma de ser! Não... de maneira alguma! E o tempo passa, como há pouco dizia, e eu continuo perdido nos meus pensamentos, na minha saudade, no canto do meu olho virado para o passado, pensado cada vez mais em desfrutar o presente e criar o futuro, sorrindo sempre! Já dizia alguém: "para quê esperar por quem nunca vem?" - e assim o futuro melhora!

sexta-feira, 2 de julho de 2010

A frieza

Continuo sem saber muita coisa... aprendo algo novo todos os dias! Em verdade, isso é das melhores coisas que podem acontecer ao Homem! Aprender sempre, sorrir sempre e olhar para trás apenas o tempo indispensável a não tropeçar! Quero pensar que num caminho inteiro, só fica para trás quem não quer acompanhar; há espaço que chegue para todos; a Alma é demasiadamente grandiosa para excluir quem quer que seja! Não faz parte de mim excluir, mas elimino sem apelo nem agravo quando tem que ser, nesse mesmo segundo, nessa porção de vida imediatamente apagada! A frieza faz parte da lucidez e sobrevivência do ser humano! A frieza poupa a lágrima! A frieza poupa o sono! A frieza poupa aqueles momentos mais cinzentos repletos de dúvidas e sensações se incertezas que jamais temos como certos ou, infelizmente, como terminados! Não defendo a frieza, mas defendo a "frieza" de considerar a "frieza" como algo hipoteticamente defensivo e, por si, útil! Gostava de poder ter considerado ter usado de frieza em várias situações; mas é como anteriormente escrevi: não devemos olhar para o passado a não ser o tempo suficiente e indispensável para não tropeçar!