terça-feira, 13 de julho de 2010

Sou indiferente...

Sou indiferente a todos os ventos que sopram e me arrefecem a Alma; sou indiferente a tudo aquilo que me seca as lágrimas; sou indiferente a todos os actos em que não há um abraço de felicitação, mas sim um olhar cabisbaixo, uma palavra vazia, oca, sem sentido ou profundidade; sou indiferente à circunstância, aos motivos falseados ou floreados! Sou indiferente aos olhares de culpa, de escárnio, porque esses representam algo vil da cobiça, da inveja! Sou indiferente aos olhares distantes, porque nesses não me revejo! Sou indiferente aos olhares baços, sem luz, sem brilho, sem natureza! Sou indiferente à dor, a não ser por vezes a minha, ou a dor de quem eu quero bem; sou indiferente à vontade de desistir, mesmo quando isso parece, por vezes, o assertivo! Ensinou-me o tempo, o espaço, a vida, que devo valorizar os olhares sinceros e profundos, que devo cultivar o brilho desses mesmos olhares, desses mesmos seres que nos querem bem! Ensinou-me o tempo a ser "indiferente" a tudo aquilo e a todos aqueles que merecem essa indiferença! E assim durmo melhor!

1 comentário:

Anónimo disse...

Tanta indiferença!Já dizia alguém..."O comportamento é um espelho onde cada um revela a sua imagem." F