terça-feira, 31 de agosto de 2010

Mentirinhas....

Uma conversa começa com várias palavras, olhares, gargalhadas, sorridos e bocejos de simpatia! São os olhos que cativam, o timbre das vozes que se entrelaça e viaja por horas que passam em segundos, perdidas entre risos e gargalhadas e pequenos abraços! E é nestes pequenos momentos que a atenção nos prega as partidas que quem "lê palavras onde outros nem as linhas distinguem"... e de repente as coisas deixam de fazer sentido; as horas não batem certo; uma aventura contada momentos antes é agora recontada cheia de alterações e diferenças! Chega-se à conclusão que, nestes momentos, mais vale não estar atento, não querer saber, não querer ser diferente e perceber o que motiva estas atitudes! Pior é quando percebemos que foi sempre assim; momento após momento, atraso após atraso, mentira após mentira! Por isso te digo, Amigo: esquece as viagens ao mar alto quando não sabes velejar de volta! Eu prefiro afogar-me na espuma do mar que tanto amo, que nas ondas das mentiras que já me fizeram tropeçar! E olha que mesmo assim ainda há quem muito me surpreenda e decepcione! Mas é assim que se conhece quem nos enrola! Com atenção! Ouvir, escutar atentamente cada frase, cada exclamação; conjugá-las no tempo e no espaço... diverte-te com isso! Mas olha... não sejas parvo! ;-) - como eu fui! -

terça-feira, 24 de agosto de 2010

Descoberta... choro... saudade... ingenuidade!

Saudades de quem não volta, ou o tempo perdido a chorar por quem não existe? Esta é a história de um sonhador! ... ou um verdadeiro ingénuo! Tu, eu, nós, vós, eles... Um dia acordas para um simples sorriso, daqueles que não sabes que existem! Um sorriso que te inundou de sorrisos pequeninos, ansiosos por nascerem para um mundo escuro de felicidades e momentos aparentes! Um dia acordas para uma realidade desconhecida: querer tirar o coração e oferecê-lo a alguém; oferecer as tuas largas costas para suportar o sofrimento de quem não queres ver sofrer! Um dia acordas para uma irrealidade de sensações misturadas com pedacinhos de amor, ilusões e promessas eternas escritas em água! Um dia acordas ao lado de quem nunca ali esteve, nem nunca ali se deitou; descobres o fantasma que há em ti, e descobres como se consegue deambular sem sentido por toda a eternidade! Descobres o que é não ter rumo e navegar à deriva! Descobres o que é ser ingénuo e pintar o céu nos nossos sonhos, sem saber ler nem escrever, nem contar que a tinta da vida é lavada pela água da chuva e das lágrimas! Aquilo que hoje é, amanhã faz parte dum emaranhado de sonhos e ilusões, e nada existe, nem nada fica! Existimos e fazemos parte dum momento calculista, perfeitamente controlado, perfeitamente doce, diria até mesmo, "perfeitamente perfeito"! Provavelmente o erro foi não perceber que tudo termina e fazer planos para uma eternidade relativa, nada absoluta e subjectivamente efémera! Talvez o mal seja confiar ou querer demais, oferecer demais! Fazer "render" o segundo, torná-lo inesquecível deveria ser mais comum, mais óbvio! Pensar à distância é um grande passo para o abismo daquilo que jamais controlaremos! Porque há sempre alguém que parte, alguém que fica e creio que nenhum dos dois estará pronto para a viagem seguinte; e vamos ter saudades... de quem nunca voltará, porque em boa verdade nunca ali esteve! E vamos chorar por quem não existe, porque em boa verdade, as ilusões são isso mesmo! Será que em algum momento foi um erro? Prefiro a minha ingenuidade! Prefiro acreditar que um dia vou sonhar pedaços perfeitos de vidas distantes e marcantes! Prefiro sonhar que as desilusões se esquecem e a elas se sobrevive inspirando fundo e continuando em frente! E quero também acreditar, ingenuamente, que ainda há sonhos para realizar e haverá maturidade suficiente para os distinguir das ilusões que atormentam o percurso! Quero acreditar que a mais bela das surpresas do mundo, é um pedaço daquele sorriso que eu bebi, e daquele abraço que eu senti! Se é que eu estava acordado!

... não esquecer!

Há uma bela forma de não esquecer aquilo que não queremos esquecer, venha lá o que vier, ou aconteça o que acontecer! E essa forma de não esquecer é fazer os possíveis por não querer recordar nenhum dos momentos passados, nada daquilo que foi dito ou escrito! A minha forma de não esquecer é pensar naquilo que se poderia ter vivido mas não se viveu! Pensar nos segundos que se podia ter "estado", mas não se esteve! Pensar nos sorrisos que deveria ter dado e não dei! Não por estar longe, ou não poder ou querer, mas porque não me deram a oportunidade! Não quero esquecer os cheiros, os sorrisos, os risos e as gargalhadas! Não quero esquecer aquele abraço, aquele aroma, aquele chá de Lúcia-lima, aquele olhar enfeitiçante, puro, doce, delicioso, único e divino! Quando chegamos aqui, e nada disto queremos esquecer, temos apenas uma grande opção; ainda por cima aquela que não dominamos nem controlamos: não acordar, não deixando consequentemente de sonhar!

sexta-feira, 20 de agosto de 2010

Teimar...

Hoje apetece-me escrever.... as coisas teimam em não sair... estou triste! As ideias estão aqui, mas não passam para fora! O bloqueio já dura há dias e, de forma teimosa, vou apagando as linhas que escrevo! Teimo...

sexta-feira, 6 de agosto de 2010

Refúgios...

Procuro sempre espaços onde me sinto bem, onde sei que posso estar tranquilo, observando a entrada, e sonhando aos bocadinhos com aquilo que quiser. É aquilo que eu considero os meus pequenos refúgios, os meus locais de culto, a minha paz um pouco efémera mas doce e confortável. São estes os sítios que eu preciso para ser feliz! Começo a fugir cada vez mais das multidões enfurecidas de copo e garrafa na mão, cambaleando sem sentido por vidas irreais! Prefiro a discrição do meu momento, o bocadinho de Paz da minha Alma, a sensação reconfortante da frescura do espaço e do momento, daquilo que bebo ou que me delicia! Aqui (/ali/acolá) sinto-me bem, confortável e procuro alguma tranquilidade na sequência imediata dos segundos, no intervalo dos sorrisos! Por vezes compenso as saudades que tenho em passear nos bosques da minha Alma e nas praias dos meus pensamentos, pelas paredes brancas e frescas dos meus sonhos! Continuo a ser um pedaço de Alma errante, sem casa nem destino, vivendo entre pequenos refúgios que me protegem!