quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

"Hoje a noite não tem luar!"

"Hoje a noite não tem luar!" - se eu tivesse a certeza que tu estás sempre aí, a minha vida jamais precisaria de sol ou de luar, porque jamais me sentiria sozinho. Serias a minha companhia, o meu doce pecado de vida, parte do meu coração, motivo do meu sorriso, brilho do meu olhar! Serias parte de mim, e aí prescindiria do luar nas noites de solidão! Partilhar um momento contigo é o expoente máximo dos momentos de um sonhador! "Hoje a noite não tem luar!" - não precisa, tenho a tua mão na minha!

Tu és a minha flor!

Observo tranquilamente aquela flor que tanto me chama a atenção! Busco os pormenores das gotículas de água que a protegem! Adoro! Fascino-me segundo após segundo, com esta beleza selvagem! Sinto que ela também me observa e inclina-se para mim, como se eu a fosse tocar ao de leve nas suas pétalas, tal mão que se entrelaça num momento ímpar de carinho! Aquela flor tolda-me os sentidos, anestesia a minha mente, faz-me sentir feliz! Uma simples flor selvagem, amarela, marcante, com um delicioso aroma que se entranha nas narinas e adocica a alma! Um aroma tão doce, tão fresco que fica sempre presente, mesmo quando o vento é forte e o tenta levar! Assim é a minha flor, aquela que eu tanto admiro! Cortar-te seria diminuir a tua beleza, por isso prefiro saber onde estás e passar aí todas as vezes que puder, ou sempre a que a saudade obrigar, e admirar-te com carinho! Tu fazes parte dos meus momentos diários em que a tua perfeição acalma a minha solidão! Tu serias a minha companhia para uma vida de admiração e dedicação! As tuas pétalas são o motivo do meu carinho! Tu és a minha flor!

terça-feira, 25 de janeiro de 2011

Procurei-te

Procurei-te! Deixei-me estar, ali, estático, admirando o horizonte. Não me movi por um segundo que fosse, não fechei os olhos nem uma vez! Ali fiquei, a olhar o fundo, a distância, a sentir os movimentos da água que mesmo à minha frente brincava com a areia! Sentia tudo o que se passava à minha volta; conseguia perceber a mínima alteração do sopro do vento! Atento, como sempre. E procurei-te! Desejei sentir-te ali perto, em direcção a mim! Tive inveja das gaivotas que se abraçaram a mim em voos rápidos e que no ínfimo do segundo cruzavam a nuvem! É que de lá de cima vê-se muito melhor! Como já disse hoje "voei em forma de sonho" e procurei-te lá dentro, mas sabia que não te encontraria! Senti a tua mão roçar ao de leve na minha, senti-me observado, senti que o teu olhar me abraçava... e acordei na tranquilidade daquela praia, em conforto com a Alma, em Paz com o meu mundo! Sim, eu procurei-te, mesmo sabendo que não estarias lá!

segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

Ao sabor do Vento!

Sei que se consegue andar ao sabor do vento! Gosto de percorrer distâncias sem número, esticar os braços junto ao corpo para poder sentir o vento passar pelo meio dos meus dedos; caminhar com passo firme, semi-cerrar os olhos em direcção a nada, e continuar a andar sem destino! Sinto o vento nas minhas costas, empurra-me delicadamente, aumentando-me a vontade de continuar por aí! Dá-me algum gozo continuar assim, sentir-me leve, quase levitando junto ao chão, sem travão nem velocidade que me impeça de virar! Gosto da sensação, domino-a, aproveito-me dela para conquistar a minha felicidade momentânea que é sentir que (quase) posso voar! E o vento é meu amigo, meu companheiro: proporciona-me estes delicados momentos de sonho, em que sinto que estou quase lá, mas continuo a andar sem destino, com a velocidade da minha Alma a substituir-se à delicada força do vento que me envolve! Observo tudo com a atenção de sempre, e continuo a deixar-me seduzir pelos pormenores escondidos na sombra! Sinto o vento abraçado a mim, amigo e companheiro, velejador ímpar, que tanto me ensina a esquecer aquilo que tento apagar! Caminho voando, de olhos fechados, deliciando-me com o sabor do vento! Por momentos, em todos aqueles momentos em que flutuo no meu sonho, sou feliz! E é o vento que me leva lá!

domingo, 23 de janeiro de 2011

Pensamentos

Pensamentos à deriva de um qualquer sentimento, que se mistura pelos confins da alma, sem grande sentido, mas cheio de um delicioso sabor inebriante, forte, sentido, inesquecível!
Pensamentos à sombra da lua, apaixonados pela gaivota que bate a asa à distância da queda da lágrima no meu colo!

Pensamentos de tranquilidade, recheados com sabor do teu olhar, imagem serena, de virtudes, de sensações, onde a mística se mistura com o sonho daquilo que tanto se desejaria, ali, naquele momento pensado ao milímetro do desejo!
Pensamentos de tudo, de nada: de cheiros, cores e sabores! Pensamentos de momentos, de sorrisos, de olhares que se cruzam no hemisfério do milésimo! Mas nada se esquece! A lembrança desses pensamentos ainda cá está, cá ficará! Será a delícia da minha Alma! Serei eu, e mais um bocadinho de recortes de nostalgia!
Pensamentos... quaisquer! Desde que teus... porque esses serão para sempre, imutáveis, presentes, e deliciosamente doces!

quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

A Injustiça da Palavra

Abomina-me a injustiça da palavra; a injustiça do pensamento destrutivo, mesmo quando vai contra tudo aquilo que sentimos e sabemos. Mas é assim, parece não haver solução; são palavras que se escondem atrás da língua e fazem remoer, e remoer, como se um arqueiro armasse a flecha. Palavras quase sempre certeiras na sua maldade, no ferimento mortal; palavras que voam mais rápido que a consciência daquilo que é correcto. Depois da flecha voar em direcção ao coração, trespassa-o sem dor, à velocidade da luz, mas deixa-o inerte, esvai-se num sangue de vermelho muito vivo, como se fosse essa mesma vida que perde. Espalham-se pedacinhos de letras pelo ar, que saíram da destruição das palavras; já nada resta! A sensação de observar algo moribundo é por si deprimente, não fosse verdadeiramente triste. Pequenos segundos marcam danos que jamais se curam, jamais se esquecem, mesmo que se perdoem. E o perdão é o conforto vago daqueles que erram, é algo que não existe, porque não se perdoa verdadeiramente: tenta-se esquecer, minimizar, controlar; mas não se esquece! Abomina-me a injustiça da palavra! Abomina-me a injustiça da beleza do voo da flecha, mesmo quando consigo antecipar o alvo. E é essa injustiça que me aperta o coração! "The pen is mightier than the sword!" - Edward Bulwer-Lytton (1839 in "Richelieu")

terça-feira, 18 de janeiro de 2011

Distância!

Distância de tudo o que me faz sonhar! Distância de ti, do teu olhar! Distância do mar que me segreda a sensação diária do desconhecido, do gostar, do amar, do ser sincero com a Alma que me atormenta! Vivo a distância ao meu mundo, aos meus momentos de mergulho na escuridão do dia sem sentido: um atrás do outro, pé aqui e acolá, tremura inconsequente de quem tem medo de falar. A distância permite-me voar em direcção ao sonho do estar lá, ali, em qualquer lugar onde se sinta o cheiro que me alimenta! Distante de ti, do teu toque, do teu sorriso, daquele teu precioso momento que tudo abafa, e me faz corar! Distância de maldade, que me impede de voar! Distância cruel, quem me aprisiona a alma! Distância que me separa da verdadeira sensação de viver "e ser vivido"!

domingo, 16 de janeiro de 2011

Carinho

Carinho é fechar os olhos e ter a certeza que os nossos dedos sabem de cor e salteado todas as feições do corpo, sabem como contornar docemente tudo aquilo que somos, a nossa silhueta. Carinho é encostar a cabeça e sentir o calor que emana da alma, dos pequenos relâmpagos entre olhares silenciosos e discretos, vivos, decididos e enigmáticos para quem não percebe! Carinho é não precisar de abrir a boca para dizer que se gosta, que se sentiu saudades! Carinho é uma sensação, uma emoção, um conjunto de momentos sem explicação natural: apenas acontecem, sentem-se! Carinho é aquilo que se sente à distância, entre palavras, sussurro, pequenos gestos indefinidos mas que causam "formiguinhas", euforia delicada, sorrisos rasgados, abraços rodopiantes! Nariz encostado a outro nariz, testa com testa, momento de sentir o cheiro, mão na mão, inspirar fundo e expirar através do coração; pequeno sopro, pequeno momento encantador, polvilhado pela mais elementar das sensações: o carinho!

Detesto despedidas!

Qualquer momento poderia em si, ser uma despedida; qualquer momento pode ser o fim de algo, o início de qualquer outra coisa. Talvez mesmo porque os momentos são aquilo que nós tirarmos deles, se tivermos sensibilidade para tal. Detesto despedidas; ou talvez não! Talvez faça a distinção entre um "adeus" e um "até logo" e nenhuma me agrade inteiramente. Não vou a lado nenhum; estou aqui porque quero estar ou, como escreveu Richard Bach, "... estou aqui não porque deva estar, nem porque me sinto cativo nesta situação, mas porque prefiro estar contigo a estar contigo a estar em qualquer outro lugar no mundo."! As despedidas são de uma crueldade divina: por um lado somos invadidos pela nostalgia daquilo que passou, por outro somos invadidos pela sensação de solidão e falta que tal despedida cria. É uma situação de derrota dupla: não há coisas boas na despedida. Detesto despedidas! Detesto despedidas quanto detesto a solidão; mas conhecendo já tão bem uma, porque não habituar-me à outra?

"Mea Culpa"!

Houve momentos na minha vida que foram sempre brindados pela escuridão dos momentos, ausência absoluta de sentimento, mesmo quando ele seria merecido. "Mea Culpa"! Aprendi a construir terríveis muralhas à minha volta, impossíveis de derrubar ou escalar. Por isso é que, de lá de cima, me tornei um tão bom observador. Mas isso nada justifica. Isso não perdoa, ou revoga os meus erros. Os meus momentos implacáveis, nas palavras, nos actos, ou na omissão destes. "Mea Culpa"! Tudo o que nos faz bem, tende a acabar de forma insuspeita; por estas coisas é que acabei por ser mais frio, mais ausente, mais canalha, mas sempre, e já classicamente sozinho! Mas sobrevive-se! À heresia do sentimento, da verticalidade absoluta e inatacável! Ao momento doce e delicioso da nostalgia silenciosa que me tem vindo a corromper ao longo dos anos. Às horas passadas em frente a um oceano que nada devolve, nem dá, nem tira, consola no breve momento em que a vaga inunda a areia que abraça os pés descalços. Hoje o segundo é triste, o olhar torna-se a fixar-se no horizonte longínquo do costume, o peito fica pequenino, as mãos frias e duras, os lábios cerrados sem forma de abrir, de mostrar carinho; as palavras não saem, não se formam, não aquecem! Hoje as horas não passam, não existem, são frias e distantes. Hoje precisava de me erguer acima de mim próprio e de conseguir atingir a estrela que não brilha, aquela que me faz "mimir" em conforto, na doçura do embalo do sorriso da gaivota que já não voa! "Mea Culpa"! Por todas as vezes que deveria ter partido rumo a destino incerto, ausente, desconhecido, aquecido pela certeza do prazer dum mero segundo contra qualquer parede, em qualquer lugar, mesmo no mais profundo quarto escuro da minha alma queimada! "Mea Culpa" pelo bicho em que me tornei, quando já nem o conforto me aquece. Frio, pensamentos gélidos, palavras sem sentido... resquícios e pedaços de um alma blindada, do momento que não quer ser passado!

quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

Aprendi...

Aprendi a não sonhar! Aprendi a não esperar nada! Aprendi a saber estar no meu canto! Aprendi a observar! Sei com o que sonho; sei que nada espero; sei as fronteiras do meu canto; observo compulsivamente e absorvo tudo o que me causa alguma reacção! Detecto movimentos, fixo faces e sorrisos! Mesmo assim o meu passo não se detém, e o ponto que fixo no horizonte é o brilho do meu pequeno farol portátil. Os passos são rápidos, certos; levam-me pelas vagas, determinado, e às vezes sem sentido! É um caminho para lado nenhum, ou à descoberta, pelos caminhos que silenciosamente me dizem querer ser percorridos. Sei que não devo sonhar; mas essa força de vontade é proporcional ao desejo de ter do meu lado o "meu sonho", a "minha música", a minha saudade terna e descoberta, a nostalgia que carinhosamente preservo, oxigénio das horas más, em que o sonho retrata a incerteza de um qualquer futuro. São momentos de tranquilidade, deitado num qualquer planalto, onde a falta do meu mar me faça sonhar. Afinal, que aprendi eu?

quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

Cartas Perdidas - 2.ª

Hoje chove! Não há sequer um pequeno raio de sol que ouse furar as negras nuvens que cobrem o meu pequeno mundo. Está tudo escuro, já parece noite, e mal saí da cama! O vento é frio, nem os casacos resistem! Não vejo uma única ave que se aventure nestes céus! Até a minha lareira brilha trémula, sem a força do crepitar tão característico que me aquece!
É assim neste meu pequeno paraíso, longe de tudo e de todos! Agrada-me o olhar para lá do horizonte que tenho aqui mesmo à saída da minha varanda, mas faz-me falta o essencial: tu! Para que me interessa ter o paraíso aos meus pés, se não tenho com quem o partilhar? Que me interessa ver as estrelas com o brilho mais doce e intenso de sempre, se não posso dar-te a mão, e sentir o teu cheiro mesmo ali, se não posso deliciar-me com o som da tua respiração ali mesmo do meu lado? Queria tanto que o meu mundo fosse o teu!
Engraçado como faz diferença a solidão no paraíso, e a solidão na guerra! Entre "elas" a mesma constante: sinto a tua falta exactamente da mesma forma! No paraíso, que é onde agora vivo, fazes-me falta porque queria partilhar todos estes segundos maravilhosos, desde o nascer do sol até à lua cheia, aos sons da natureza, ao brilhar dos nossos olhos! Na guerra, à qual sobrevivi, exactamente por esse motivo: foi graças à tua existência no meu pensamento que arranjei as forças para sobreviver.
Estou longe! Não sei de ti! Jamais esquecerei as tuas feições, a forma como o teu rosto modela o sorriso que aquece a minha alma! São segundos de vidas, inesquecíveis e inexplicáveis, que marcam uma breve existência, momentos tirados a dois, únicos, fortes, intensos; acima de tudo: verdadeiros!
Adoro olhar pela minha grande janela (da vida) e apreciar a tormenta que o céu se prepara para nos presentear! Aprecio o contraste do negro e azul escuro de tempestade, de trovoada, fascino-me com a grandiosidade dos relâmpagos! Mas faz-me falta a tua mão na minha; faz-me falta sentir a tua cabeça no meu ombro, a tua mão nas minhas costas! O brilho do teu olhar, é a Primavera e o Verão da minha vida!
- 1960

sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

3

3 anos de pensamentos na minha "casa", no meu cantinho, no meu pequeno espaço de criatividade, que é muito meu, deliciosamente meu! ... e assim vou partilhando os meus pensamentos, pequenos rasgos da minha Alma! Faz hoje 3 anos; pararei daqui a 30! Sorrio ao pensar em quase tudo aquilo que escrevi, e mais ainda àquilo que escrevo e, sem coragem, não coloco aqui! Leitores anónimos, leitores amigos, obrigado por lerem e não comentarem! Quem me conhece sabe já que não discuto textos, porque não explico sentimentos, mas aponto sempre à entrelinha da sensação e do sorriso. Agradeço com um eterno sorriso a quem me incitou à criação desta casa (é público, está mencionado na página de agradecimentos do livro "O Meu Farol"), agradeço a quem me faz viver e agradeço a quem hoje, de uma forma muito especial e sem eu contar, me recordou da importância desta data (LP). As palavras de nada valem, se quem as souber ler não sorrir! Cumpre-se assim hoje, o 3.º Aniversário do blogue "O Meu Farol". :-)

Resposta

"Sou um solitário porque 98% das pessoas que eu conheço desiludem-me... os outros 2% que ficam é porque lutei por elas... e fascinam-me!" - HC

... quem me dera!

... quem me dera! Naqueles doces e breves segundos em que a tua companhia embrulhou o meu coração... em que a tua alma foi a minha casa! Quem me dera regressar, voar e furar o tempo até ao aconchego do teu carinho, ou do teu olhar que me despe e admira!

segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

Mão na água...

Há algo no pormenor das ondas que me deixa quieto, tranquilo: é o som da sua espuma a esvair-se na doce aragem que o mar deixa! Adoro ver aquelas pequenas ou grandes ondas enrolarem-se nos segundos finais da sua curta viagem e baterem ali forte abraçando os meus pés, querendo derrubar o peso das minhas pernas! Gosta da sensação, adoro o cheiro! Perturba-me a distância até ao outro lado, até lado nenhum! Gosto da falésia do pensamento, da forma abrupta como se acorda para aquela realidade de água, de cheiros, de gritos de gaivotas, de barcos lá ao longe! E eu aqui! Admirando apenas aquilo que tanto me seduz, e cuja água me esfria as mãos e me inquieta! Grandiosidade da alma, da sensação de voar para lá, rente à crista das ondas, salpicando os olhos e face com sorrisos de água, de água do mar, salgada, à mistura com a lágrima que escorre pela loucura do pensamento, aquele que me faz navegar para lá do meu raio de sol! Sol que não brilha, mas aquece a minha Alma, enquanto me delicio com a água deste mar, deste oceano, desta vida! Aqui ou do outro lado, mas sempre com uma mão na água, para poder saber quem sou e onde estou! Acordado pela loucura de tocar!

domingo, 2 de janeiro de 2011

Não há despedida!

Não há despedida! A despedida não existe quando os pensamentos não nos acompanham, ficaram todos por "lá"; trazemos cheiros, sorrisos, brilho nos olhos, pequenos bocadinhos de sonhos deliciosos transformados em migalhas doces! Como se pode despedir quando tudo em nós diz que nunca saímos "dali", ou era "ali" que tanto queríamos estar? Talvez trocasse essa vasta sensação de distância por tudo aquilo que um simples olhar me faz sentir. Não adivinho! Não sei! Só sinto, e tenho que fechar os olhos! Voando distâncias e pensamentos, sei que estou sempre por "aí", flutuando livremente e deliciando-me nos sonhos que me aquecem a alma e, de tempo em tempo, me fazem percorrer o espaço sideral do coração até perto! Sim, até perto, porque a proximidade com as estrelas queima! E eu prefiro-me maravilhar! Por isso não há despedida! Assim aprendo a admirar e a dar valor a tudo o que me faz vibrar! Não, não há despedida! Eu estou "aí"!