segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

Ao sabor do Vento!

Sei que se consegue andar ao sabor do vento! Gosto de percorrer distâncias sem número, esticar os braços junto ao corpo para poder sentir o vento passar pelo meio dos meus dedos; caminhar com passo firme, semi-cerrar os olhos em direcção a nada, e continuar a andar sem destino! Sinto o vento nas minhas costas, empurra-me delicadamente, aumentando-me a vontade de continuar por aí! Dá-me algum gozo continuar assim, sentir-me leve, quase levitando junto ao chão, sem travão nem velocidade que me impeça de virar! Gosto da sensação, domino-a, aproveito-me dela para conquistar a minha felicidade momentânea que é sentir que (quase) posso voar! E o vento é meu amigo, meu companheiro: proporciona-me estes delicados momentos de sonho, em que sinto que estou quase lá, mas continuo a andar sem destino, com a velocidade da minha Alma a substituir-se à delicada força do vento que me envolve! Observo tudo com a atenção de sempre, e continuo a deixar-me seduzir pelos pormenores escondidos na sombra! Sinto o vento abraçado a mim, amigo e companheiro, velejador ímpar, que tanto me ensina a esquecer aquilo que tento apagar! Caminho voando, de olhos fechados, deliciando-me com o sabor do vento! Por momentos, em todos aqueles momentos em que flutuo no meu sonho, sou feliz! E é o vento que me leva lá!

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