quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

Aprendi...

Aprendi a não sonhar! Aprendi a não esperar nada! Aprendi a saber estar no meu canto! Aprendi a observar! Sei com o que sonho; sei que nada espero; sei as fronteiras do meu canto; observo compulsivamente e absorvo tudo o que me causa alguma reacção! Detecto movimentos, fixo faces e sorrisos! Mesmo assim o meu passo não se detém, e o ponto que fixo no horizonte é o brilho do meu pequeno farol portátil. Os passos são rápidos, certos; levam-me pelas vagas, determinado, e às vezes sem sentido! É um caminho para lado nenhum, ou à descoberta, pelos caminhos que silenciosamente me dizem querer ser percorridos. Sei que não devo sonhar; mas essa força de vontade é proporcional ao desejo de ter do meu lado o "meu sonho", a "minha música", a minha saudade terna e descoberta, a nostalgia que carinhosamente preservo, oxigénio das horas más, em que o sonho retrata a incerteza de um qualquer futuro. São momentos de tranquilidade, deitado num qualquer planalto, onde a falta do meu mar me faça sonhar. Afinal, que aprendi eu?

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