domingo, 16 de janeiro de 2011

Detesto despedidas!

Qualquer momento poderia em si, ser uma despedida; qualquer momento pode ser o fim de algo, o início de qualquer outra coisa. Talvez mesmo porque os momentos são aquilo que nós tirarmos deles, se tivermos sensibilidade para tal. Detesto despedidas; ou talvez não! Talvez faça a distinção entre um "adeus" e um "até logo" e nenhuma me agrade inteiramente. Não vou a lado nenhum; estou aqui porque quero estar ou, como escreveu Richard Bach, "... estou aqui não porque deva estar, nem porque me sinto cativo nesta situação, mas porque prefiro estar contigo a estar contigo a estar em qualquer outro lugar no mundo."! As despedidas são de uma crueldade divina: por um lado somos invadidos pela nostalgia daquilo que passou, por outro somos invadidos pela sensação de solidão e falta que tal despedida cria. É uma situação de derrota dupla: não há coisas boas na despedida. Detesto despedidas! Detesto despedidas quanto detesto a solidão; mas conhecendo já tão bem uma, porque não habituar-me à outra?