terça-feira, 1 de março de 2011

Pássaros e migalhas!

Longe vai a ideia dos velhos bancos de jardim, de um vermelho gasto e escuro, desfeito pelos tempos, pelas chuvas, pelo "levanta e senta", "senta e levanta"! Longe vai a ideia de sentar voltado para um futuro desconhecido, às vezes sem sentido, sem hora, sem história! No entanto, são esses momentos de aparente solidão, em que se passa pela desertificação dos sonhos, pela colheita daquilo que não se quer, pelo cuidadoso seleccionar do local onde pousar cada passo! O som agradável do vento, naquelas folhas, naquelas árvores, naquele chão, o voo ousado do pequeno pássaro até àquela migalha ali mesmo tão exposta, são exemplos claros da tranquilidade que a Alma deveria ter, mergulhada em pequenos picos de satisfação, de deleite, de sorriso! São horas que não passam, sensações que se querem viver, caminhos a percorrer! E a beleza daquele jardim, cheio de bancos gastos e sujos, mergulhado no odor característico da pura Natureza, é em si um pequeno e divino paraíso de sensações, de momentos! Mas será que chega? Será que ali se pode observar tudo com a clareza necessária para poder encostar e fechar os olhos no conforto do sono de um minuto? Queria saber, perceber, assimilar esta diferença, esta verdade! Queria sorrir no descanso merecido, poder fechar os olhos sem o medo de acordar a meio, queria muito acreditar! Bancos e vento, pássaros e migalhas, doces sonhos que nos fazem viver!

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