quarta-feira, 4 de maio de 2011

Parar

Parar faz bem: faz pensar, pensar tudo de novo; ponderar e respirar! Deixei de escrever durante um mês inteiro! Sem qualquer paciência ou ideia! Não contei as vezes que iniciei um texto, tendo-o apagado invariavelmente! A distância ao texto, à ideia, ao pensamento, limpa, purga aquilo que há de menos bom na memória! Começo a perceber que não se escreve quando se quer, mas sim quando se sente! E esse é um bom momento de aprendizagem para escritores amadores, como eu! Sentir a sensação do vazio, aprender e crescer com aquela sensação de nada ter, de nada querer falar! Passei dias assim! Senti a solidão da palavra escondida no desejo de a escrever! Há acontecimentos que entopem o discernimento, que toldam a razão e o verdadeiro momento em que se faz luz nas teclas e a dança cria frases e desperta sentimentos! Foi assim um mês inteiro, até talvez mais; não sei bem ao certo! Sei que hoje senti que poderia escrever! E fi-lo sorrindo, como aliás faço sempre! Foi bom ter parado!