segunda-feira, 5 de março de 2012

Pesadelo...

No pesadelo de hoje, caí de uma altura suficiente para não me lembrar de mais nada. Tirou-me o sono, a vontade de me aconchegar frente ao mar que me iluminava. Fiquei acordado, a dançar no meio dos meus pensamentos, mas sempre com o medo de voltar a cair. A custo fui mantendo os olhos abertos, receoso que o pesadelo voltasse! Ali fiquei, deitado, enrolado em mim próprio, protegendo-me com um manto delicado e branco, sem saber o que fazer. Meio perdido pela hora, pela escuridão, pelo brilho da ponte, lá ao longe, e de meia dúzia de raios de sol que teimavam em subir a colina lá do outro lado! Detesto ter pesadelos, mas não sei como os evitar! Preferia dormir aconchegado para me proteger, acordar a sorrir, aquecido pelos raios de sol. É o meu prenúncio de um dia que não quero! Resta-me sentar, respirar e, com os olhos fechados, saber que há mais para além desta noite mal dormida, deste desconforto que não me abandona, deste inspirar surdo sem memória, pedaço de sono, de noite sem glória.