sábado, 28 de julho de 2012

“Quem se quer bem, sempre se encontra!”


Conheci Fernando Pereira há cerca de 10 anos. Para além da sua simpatia constante, descobri em pouco tempo as duas principais características do Fernando Pereira: é um génio e senhor de um talento inigualável; a sua capacidade de trabalho é brilhante, e vai para além das horas, da noite, da chuva, das centenas de km’s diários dos tours; o Fernando ainda trabalha quando já ninguém se aguenta em pé, mantém o sentido de humor de sempre, faz rir todos à sua volta; é senhor de uma genialidade imediata, criativa, superior, soberba! O Fernando é, sem sombra de dúvida, de forma totalmente inquestionável e mundial, o “Senhor das Vozes”, e isso nunca ninguém lhe tirará!
Em 30 anos de carreira já correu o mundo, encheu estádios, casinos, praças e avenidas! Cantou e encantou milhares e milhares de pessoas de todas as nacionalidades! Ele levou aos palcos do mundo alguns dos nossos melhores cantores, pois nunca se esquece das suas origens, para além de que muitos começaram com ele; impulsionou a carreira de muitos dos que hoje nos vão também presenteando com música em Português; Fernando Pereira é natural do país da inveja, do “pimba”, do humor de esquina; talvez seja por isso que nunca o vemos em programas que poucos entenderão, mas lideram audiências. Tão-somente quero com isto dizer, que me magoa ver alguém que, apesar da forma como é tratado cá dentro, não se cansa de representar Portugal em todo o mundo, da forma que só ele sabe fazer; por estranha que esta comparação possa parecer, Fernando Pereira é no mundo da música internacional o nosso “Mourinho” ou, se quiserem, o nosso “Cristiano Ronaldo”.
Assim se passam 30 anos na vida de alguém que entrega a sua própria vida a encantar os outros. Já assistiram a um espetáculo inteiro do Fernando? Cheios de luz, som, e criatividade, são viagens no tempo que se tornam inesquecíveis; impossível não gostar, não cantar, não dançar! Impossível não regressar a casa de sorriso rasgado a pensar naquela viagem intemporal. Até porque uma das principais características do Fernando é ser, exatamente, intemporal. E o Fernando é amigo; daqueles amigos que não esquecemos, daqueles que fazem coisas que são inesquecíveis, e só a alma dos amigos se recordará para sempre disso! Como agradecer ao Fernando o prefácio que escreveu “ao correr da pena” no meu primeiro livro?
Tenho o privilégio de conviver com Fernando Pereira, de conhecer os seus sucessos e angústias, de já o ter visto rir e chorar, e vejo-o sempre com uma palavra amiga, com um sorriso, uma piada, um abraço, uma boa disposição contagiante. E o Fernando é, sem sombra de dúvida, o maior talento internacional de sempre; não sou eu que o digo apenas; eu sou apenas um amigo! O Fernando não perde um momento, uma entrevista, para afirmar-se Português; e fá-lo com a honestidade intelectual de quem tem sido, ao longo dos anos, menosprezado por muitos cegos de inveja. Reconhecer este génio da nossa cultura é uma obrigação moral, patriótica, imediata! Fernando Pereira é Portugal: há 30 anos!
Estas palavras são o meu tributo pessoal, são o meu “posfácio” dos seus 30 anos de carreira! E termino com a sua célebre saudação: “Quem se quer bem, sempre se encontra!” - obrigado Fernando Pereira!