quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013

Aterrar

Passaram-se dias, semanas, momentos mais tristes, menos felizes; dias em que o sol deu lugar à escuridão, e o calor deu lugar ao vento gelado que corta as faces! Foram dias em que o Inverno reinou na alma mais recatada de todas, e o mar picou a onda mais tranquila, elevando-a acima do horizonte! No meio da lua, do mar e da saudade, há sempre uma luz que se ilumina, que aquece a escuridão e tranquiliza a alma encharcada, não de mar, mas de lágrima salgada. Farol perdido algures lá no mar, virado à solidão do espírito, ao momento que passou, desgastado na ternura dos momentos, dos segundos, do tempo que ousava não passar! Farol que se ilumina, rasgando núvens, tempestades, ofuscando raios e calando trovões, dando o sorriso que brilhava no rosto contido nos sonhos! Farol, porto de abrigo, ancoradouro da alma perdida nos dias, semanas, nos momentos mais tristes, menos felizes! Alma purificada pela lágrima que rolou, qual rio, mar, oceano, sonho cavalgado na crista da onda, levado pela maré que move a lua e o momento! Aterrar...